Justiça multa a Amil em R$ 1 milhão

Operadora de plano de saúde negou atendimento a um paciente que estava sofrendo um infarto

A Justiça não está perdoando os abusos cometidos pelos planos de saúde. Ontem, a Amil Assistência Médica Internacional foi condenada a indenizar um beneficiário em R$ 1 milhão por ter negado atendimento de emergência. O cliente havia sido diagnosticado com infarto de miocárdio. O convênio alegou que o usuário ainda estava em período de carência, de 24 meses. Mas o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) entendeu que, em situações de urgência, o prazo deveria ter sido desconsiderado, devido ao risco de morte. O valor deve ser pago em 30 dias, mas a companhia pode recorrer.

O dinheiro deve cobrir os gastos do beneficiário, que teve de recorrer a outros meios de atendimento para sobreviver. Ele também será indenizado por danos morais. O TJSP determinou ainda que o montante seja extraído das receitas da Amil, “não se permitindo qualquer repasse (aos demais consumidores) a título de aumento de sinistralidade”. O autor da ação deve ficar com R$ 50 mil. O restante será revertido ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. A operadora punida informou, por meio de sua assessoria, que “não comenta decisões judiciais em processos nos quais ainda cabe recurso”.

A Justiça já sinalizou que não dará trégua às empresas que desrespeitarem os consumidores. E queixas não faltam, por causa do descaso. As recusas no atendimento e o descredenciamento de médicos sem qualquer aviso prévio à clientela são os problemas mais comuns. A auxiliar administrativa Fabiana Mendonça, 37 anos, é só lamentações. Ontem, com fortes dores na coluna, ela foi a um hospital em busca de alívio. Ficou frustrada. Depois de mais de três horas só para passar pela triagem, não teve retorno de seu plano, da Amil. “Quando, finalmente, chegou a minha vez, a recepcionista disse que eu tinha que esperar a autorização do convênio para me encaminhar à consulta”, contou. Após mais de 40 minutos de espera pela aprovação, ela resolveu ligar para a operadora. “Não adiantou nada. Só ficou na musiquinha”, disse. Então, preferiu ir para casa e buscar outros meios para aliviar a dor.

Situação semelhante ocorreu com o bancário Wellinton Guimarães, 37, que já pensa cancelar o plano da Amil por conta dos problemas enfrentados na hora em que mais precisa. Para ele, são poucos os médicos credenciados à operadora.  (Correio Braziliense)

Fonte: Diario de Pernambuco

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