Instruir não basta

A importação de programas de outros Estados ou países é uma prática comum no Brasil. O governo de Pernambuco copiou o modelo das UPAS administradas por OS, de São Paulo, e agora a Prefeitura do Recife avisa que vai importar o programa de controladores de tráfego do Rio de Janeiro. O problema de copiar experiências é que o que funciona em um lugar nem sempre serve para outro. Quem garante, por exemplo, que vale mais a pena ter um controlador sem autoridade que um agente bem treinado no trânsito?

Os 372 orientadores que a prefeitura vai contratar sem fazer concurso não podem multar infratores, só instruir. É uma espécie de Turma do Fonfom sem a mesma graça. Esse pessoal pode até ser bem-vindo em áreas onde há faixas de pedestres sem semáforo para orientar a travessia. No mais, o que a cidade precisa mesmo é de agentes capacitados, que tanto orientem quanto multem quando for necessário. A prova disso é que a iniciativa da CTTU de guinchar carros estacionados em locais indevidos, essa semana, foi aplaudida pela população.

Exceto nos casos em que comete infração por falha na sinalização, quando a responsabilidade é da prefeitura, nos demais o motorista não erra por ignorância, mas por desrespeito às leis. Afinal, antes de tirar a habilitação, ele teve que demonstrar conhecê-las. Portanto, não é o diálogo que vai fazer esse tipo de condutor mudar de atitude, mas a multa.

Fonte: Jornal do Commercio

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas