Nada de médicos pelo país

Profissionais da saúde estão de braços cruzados até hoje em protesto a medidas do governo federal

Brasília – Desde ontem até hoje, os médicos participam de atos de mobilização e também paralisam atividades em protesto contra o Programa Mais Médicos. A Federação Nacional dos Médicos (Fenam), entidade que reúne sindicatos da categoria, contabiliza a adesão de cerca de 20 estados e pede que médicos das redes pública e privada participem.

Nos estados com atividades paralisadas ficam suspensos serviços eletivos e mantidos os atendimentos de urgência e emergência. Além do protesto contra o Mais Médicos, os profissionais se posicionam também contra os vetos à lei que regulamenta o exercício da medicina, conhecida como Ato Médico.

Na Bahia, o sindicato informa que os médicos foram chamados a paralisar as atividades, mas ainda não é possível dimensionar a adesão. Para hoje, está programada exposição fotográfica que mostra as condições das unidades de saúde baianas e debate sobre o Programa Mais Médicos. O sindicato de São Paulo programou paralisação dos residentes ontem e uma caminhada para hoje.

No Distrito Federal, os médicos aderem à paralisação de acordo com o sindicato da categoria. Ontem à tarde, eles fizeram um ato em frente ao Ministério da Saúde. No Acre, os médicos fizeram mobilização na sede do sindicato.
A Fenam informa que a mobilização desta semana é preparatória para a marcha a Brasília marcada para 8 de agosto, quando ocorrerá uma audiência pública sobre o Mais Médicos no Congresso Nacional. Em 10 de agosto, a categoria fará uma avaliação e, caso os 53 sindicatos médicos que integram a Fenam concluam que não houve avanços, a federação diz que será decretada greve. (Abr)

Fonte: Diario de Pernambuco

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