Representantes das entidades médicas (Simepe, Cremepe e AMPE) e estudantes de medicina de Pernambuco marcaram presença, nesta quinta-feira(8), no ato público e na manifestação,em Brasília, contra os vetos à Lei do Ato Médico e a Medida Provisória (MP) 621/2013. No começo da manhã, os médicos e estudantes visitaram os gabinetes da bancada pernambucana na Câmara dos Deputados, explicando os motivos da mobilização da categoria em relação às recentes medidas anunciadas pela presidenta Dilma Rousseff para o enfrentamento da crise da saúde. Chegaram a conversar com os deputados Augusto Coutinho, Paulo Rubem Santiago e Jorge Corte Real. No entanto, não tiveram sucessso com o deputado Pedro Eugênio que alegou falta de tempo em sua agenda para receber os profissionais. Outros foram visitados, mas, não foram encontrados em seus gabintes. As entidades médicas aproveitaram a oportunidade e deixaram convites, para audiência pública agendada para a próxima quinta-feira dia 15 de agosto, às 19h na sede da AMPE, rua Oswaldo Cruz, 393, que abordará os temas em tela.
Logo depois, a comitiva participou de Ato Público, no auditório Nereu Ramos, com a presença de inúmeros parlamentares. Nas intervenções, todos expressaram solidariedade, empenho e apoio as reivindicações da classe médica e do Sistema Ùnico de Saúde (SUS), afirmando que votarão contra a MP 621 e os vetos à Lei do Ato Médico. As atividades foram encerradas com uma passeata e manifestação de protesto em frente ao Palácio do Planalto.
De forma pacífica os médicos cantaram o hino nacional, no momento em que a bandeira do Brasil estava sendo descerrada, gritaram palavras de ordem e pediram as saidas dos ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Aloisio Mercandante (Educação). O presidente do Simepe, Mário Jorge Lôbo, classificou a manifestação como mais uma estratégia de luta das entidades nacionais, acentuando que os médicos estão unidos contra as propostas e imposições do Governo Federal que, entre outros pontos não fixa profissionais no interior e nas periferias. Além disso, não garante condições de trabalho e de atendimentos de que o país precisa.”Cobramos oferta de estrutura mínima para bem atender a população e para os médicos fazerem exames, diagnósticos, tratarem e encaminharem os pacientes, com dignidade”, assinalou.
A presidente do Cremepe, Helena Carneiro Leão, enfatizou que a participação de Pernambuco em Brasília foi motivo de orgulho, exigindo respeito, compromisso e responsabilidade dos gestores públicos. Acrescentou, também, que a população exige a contratacão emergencial de médicos capacitados, registrados no CRM e dentro das leis trabalhistas.
O diretor de Comunicação do Simepe, Silvio Rodrigues, destacou que as entidades não são contra a vinda de médicos estrangeiros, desde que façam as provas do Revalida e que saibam falar a língua portuguesa. Ele voltou a defender a criação da carreira de estado para os médicos nos moldes da carreira de outras profissões, realização de concurso público, bem como a garantia de mais recursos para o SUS, destinando pelos menos 10% do que o País arrecada.



