BRASÍLIA (Folhapress) – O Senado aprovou ontem, em dois turnos, proposta de emenda constitucional que autoriza médicos militares a trabalharem em postos e hospitais civis fora de seu expediente militar. A proposta, que segue para a Câmara, vale para médicos na ativa e aposentados das três Forças Armadas e dos Bombeiros
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o projeto trará benefícios à rede pública de saúde, porque liberará médicos militares a darem plantões no Sistema Único de Saúde (SUS) à noite e nos finais de semana. E, no caso de médicos que têm jornada semanal de 20 horas na esfera militar, permite que esses profissionais trabalhem um segundo turno em hospitais civis.
O texto autoriza o profissional a atuar tanto na rede pública quanto na privada. Segundo o relator da PEC, senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), a expectativa é que os médicos acabem indo para o SUS. “As áreas mais necessitadas (de médicos) são o Norte e o Nordeste, onde o militar tem pouca opção de trabalho em locais privados”, afirmou o senador.
O ministro da Saúde estimou em seis mil os profissionais atingidos pela proposta. O Ministério da Defesa afirma que há 3,8 mil médicos militares na ativa. O relator da PEC calcula que, reunindo os da ativa e os aposentados, a proposta alcançará até sete mil profissionais. MAIS MÉDICOS Ontem, o Congresso não conseguiu instalar a comissão que analisará a Medida Provisória do programa Mais Médicos. Deputados da bancada médica, inclusive de partidos da base aliada da presidente Dilma Rousseff, boicotaram a reunião e não registraram presença. A instalação da comissão foi remarcada para a próxima terça-feira.
Fonte: Folha de Pernambuco



