Criado em 1988, o Sistema Único de Saúde nasceu coberto de boas intenções sob o manto protetor do Estado, que cobriria os altos custos, proporcionando atendimento médico gratuito a todos os brasileiros. Vinte e cinco anos depois, a constatação é a de que não é bem assim. O governo investe menos em saúde pública do que a maioria dos países, segundo constatou a Organização Mundial de Saúde. Por sua vez, o cidadão pena em filas de atendimento, carrega os mais pesados tributos do planeta, além de ser onerado com medicamentos caros e indispensáveis planos de seguro de saúde, caso teime em permanecer existindo.
Faltam investimentos para o país cuidar de sua gente e sobram espertezas, veias abertas no organismo debilitado pelas incontáveis falcatruas que imperam na política de saúde. Mau gestor, o governo tenta aqui e ali estancar a sangria com esparadrapo e mercúrio cromo. Em vão. Pode haver falta de médicos, mas carece muito mais de falta de recursos, ausência de condições materiais e de profissionais vocacionados para o que a medicina exige. Neste caso, talvez, boa parte não goste mesmo é de praticar a medicina. A propósito, cerca de 10% dos prefeitos pernambucanos são médicos, residentes no interior.
Fonte: Diario de Pernambuco



