Vagas de UTI podem diminuir

Pernambuco pode perder cerca de 200 vagas de UTI adulta, agravando o quadro de espera dos pacientes que precisam de cuidados intensivos. A ameaça provém da insatisfação de integrantes da Federação dos Hospitais Filantrópicos do Estado, que se reuniram, ontem, com o promotor da Saúde, Clóvis Mattos, e com a presidente da Associação de Defesa dos Usuários de Seguros, Planos e Sistemas de Saúde (Adusepes), René Patriota. A questão é originária da redução e do congelamento do valor das diárias dos equipamentos, que há dois anos mantêm-se em R$ 1 mil. A reclamação é de que este preço inviabiliza o serviço e tem produzido prejuízos aos hospitais.

Seis representantes de hospitais filantrópicos e um diretor de hospital privado da rede conveniada à Secretária Estadual de Saúde (SES) estiveram no Ministério Público (MPPE) para solicitar uma intermediação na negociação com a Secretaria de Saúde estadual. Segundo os participantes da reunião, há seis anos o valor da diária era de R$ 1,2 mil, mas em 2011 foi reduzido, sem explicações, para R$ 1 mil, deixando o serviço operando no vermelho. “Existe inflação para tudo, menos para a Saúde?”, questionou René Patriota. Nesse caso, existe a possibilidade de um descredenciamento em massa, fato que, segundo os presentes, seria desastroso e a última opção. Os diretores dos hospitais alegam que Pernambuco paga valores muito abaixo de outros estados. Os exemplos citados foram o do Espírito Santo, que custeia a diária com R$ 3 mil, do Rio Grande do Norte e da Bahia, que pagam R$ 2,4 mil.

A proposta dos representantes é que o montante pago no estado suba para R$ 1.360 mil. “Com isso, poderia se credenciar mais unidades e aumentar o número de leitos. Eu poderia abraçar uma grande parte das demandas”, comentou Pedro Mandú, um dos gestores do setor da filantropia. Uma das questões a serem argumentadas junto à Secretaria, para justificar a importância de um acordo com essas unidades, é a ocupação de quase 100% da maioria dos leitos dos hospitais filantrópicos. “Não existe vacância. Só fazemos a higienização e entra outro paciente”, relatou Mandú.

A assessoria de imprensa da SES informou que a redução do valor da diária aconteceu depois de estudos técnicos, que confrontou valores de outros estados e também de parecer da controladoria. Esse levantamento teria indicado que os R$ 1 mil é factível para o custeio.

Fonte: Folha de Pernambuco

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