Uma entidade rachada. Este é o cenário da Federação dos Hospitais Filantrópicos de Pernambuco. No início da noite de ontem, duas horas depois do encontro no prédio do Ministério Público de Pernambuco, o presidente da entidade, Gil Brasileiro, negou que tenha sido convidado para o encontro e disse desconhecer a reunião de ontem, motivo pelo qual não compareceu. Ele também criticou a postura dos integrantes da organização em avaliar o valor de R$ 1 mil como insuficiente para manter os leitos. “Eu consigo fazer UTI com R$ 1 mil de diária. Em Sergipe, fazem com R$ 500 e o atendimento funciona muito bem”, rebateu o presidente, que é diretor da Organização Social (OS) Tricentenário.
Ele rebateu os valores apresentados pelos colegas e a necessidade de reajuste, e os classificou como “maquiados”. “Fazer número e maquiar número é muito fácil”, afirmou ponderando segundos depois: “Não tenho interesse em polemizar”. O presidente não negou que está havendo uma discordância dentro da entidade, mas que a federação, como unidade de representação, não discorda dos valores praticados pelo Estado. No cargo há dois meses, Brasileiro informou que os federados têm uma reunião marcada para o final deste mês, quando a polêmica sobre as discordâncias devem ser avaliadas.
Fonte: Folha de Pernambuco



