Daniel Virgílio de Queiroz, 32 anos, quase nunca dirige motos. Na última sexta-feira, decidiu se arriscar e se deu mal. Depois de tomar bebida alcoólica, pegou o veículo de duas rodas do irmão e sem capacete nem carteira de habilitação. Acidentou-se em Ouro Preto, Olinda, batendo em um gelo baiano. Agora, se recupera do acidente no Hospital da Restauração, sem previsão de alta. A história de Daniel é mais comum do que se imagina.
Um levantamento do Hospital Miguel Arraes, em Paulista, aponta que 113 feridos atendidos pela unidade, em agosto, estavam conduzindo moto, o que corresponde a 68% dos atendimentos.Os fatores relacionados aos acidentes naquele mês apontam o condutor sem habilitação (19%), o uso de bebida alcoólica (17%), e a ausência de capacete (11%) como os principais vilões dos motoristas. “Recebemos muitas ocorrências de traumatismo craniano e fraturas expostas. Boa parte das lesões mais graves é ocasionada por condutores que não utilizam proteção, principalmente os que conduzem motos de menor cilindrada, como as cinquentinhas”, destacou o médico ortopedista Francisco Couto.
Fonte: Diario de Pernambuco



