Independentemente da polêmica criada em torno do Programa Mais Médicos, os profissionais selecionados começam a atuar. O Ministério da Saúde acredita que, na segunda, os 43 médicos inscritos para PE estejam trabalhando nos 22 municípios beneficiados. Das 184 cidades do Estado, 117 se inscreveram. As que não foram agraciadas agora, serão contempladas posteriormente. Por um lado, muito se fala no caráter eleitoreiro do programa. Em véspera de campanha, qualquer ação do governo será interpretada assim, ainda mais porque Dilma Rousseff é candidata à reeleição e o ministro Alexandre Padilha é candidato ao governo de São Paulo.
Por outro, as críticas dos médicos em relação à revalidação do diploma também devem ser consideradas. Mas tudo passa a ser secundário quando olhamos a necessidade da população. Não foi à toa que pesquisa recente revelou que o programa é bem avaliado pelo cidadão. Que existe um apelo eleitoral, não há dúvida. Que é uma loteria apostar no trabalho dos estrangeiros, é verdade. Que a população não está nem aí para essa queda de braço, é evidente. Mas o problema básico continua: a política pública para a saúde é deficiente.
Em uma ponta, hospitais e postos de saúde sucateados. Na outra, não se investe em prevenção. Mais saneamento básico e orientações de saúde nas escolas ajudariam muito. Se os gestores e políticos utilizassem os serviços públicos, como a maioria da população, o quadro seria outro.
Fonte: Jornal do Commercio



