Os cinco médicos com diploma estrangeiro que vão atuar no Recife, inseridos no programa Mais Médicos, ainda não começaram a trabalhar. A informação foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde, mas o porquê não foi totalmente esclarecido. Nem mesmo os postos de Saúde onde eles vão atender os pacientes foram definidos. O fato é que a capital é uma das únicas cidades do Estado que estão na pendência com os estrangeiros.
O secretário de Gestão do Trabalho e da Saúde da Prefeitura, Fernando Gusmão, indicou que os profissionais estariam com pendências junto ao Conselho Regional de Medicina da Pernambuco (Cremepe) e por isso ainda não estariam quites para trabalhar. Esses médicos já teriam recebido o registro provisório emitido pelo Conselho, mas o documento só tem validade após o pagamento de taxas proporcionais a inscrição e anuidade. No caso da Capital, o valor deve ser desembolsado pelo próprio médico, já que a despesa extra está incluída na ajuda de custo oferecida pelo Ministério da Saúde, no primeiro mês de atividade. Fernando Gusmão não soube informar se o pagamento não aconteceu por conta da greve dos bancários ou se por falta de interesse do profissional. O secretário lamentou o fato também da cidade ter recebido 20 médicos, quando o pedido foi 34, e que também houve as desistências de alguns brasileiros.
Outras cidades que se responsabilizaram pelo pagamento da validação dos registros, o trabalho dos estrangeiros começou mais rápido. Em Floresta, no Sertão, dois cubanos começam a trabalhar hoje. Segundo a coordenadora de Planejamento da Saúde, Aldy Torres, os dois profissionais vão atender a população no PSF Serra Negra e PSF DNER. Em Passira, os três cubanos dos Mais Médicos já estão em campo nos postos do Alto da Esperança, Varjadas e Tamanduá. A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informou que após a validação dos documentos pelos estrangeiros nas embaixadas e consulados, alguns médicos que não validaram foram excluídos. Também após a avaliação de três semanas, esse número reduziu, pois alguns profissionais não alcançaram o rendimento exigido. Ao final ficaram em Pernambuco 12 estrangeiros intercambistas voluntários e 34 cubanos.
Fonte: Folha de Pernambuco



