Familiares de pacientes que estão internados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do setor de Infectologia do Hospital Correia Picanço, na Tamarineira, denunciaram ontem a falta de médicos e enfermeiros na instituição. Segundo eles, os próprios funcionários do hospital alertaram para a possibilidade de a UTI fechar. Portando máscaras cirúrgicas, os parentes e amigos dos pacientes fizeram ontem, na frente da unidade, uma corrente de oração e um apelo ao governo para que o internamento nos cinco leitos existentes para adultos permaneça. Atualmente três médicos são lotados na instituição, que é referência no tratamento de portadores de HIV, e outros três fazem plantão extra. Em média, 13 pacientes são internados por mês. A permânencia é de 8 dias.
Uma amiga do ator Eraldo Lira está internada há 4 dias na UTI de infectologia. Portadora do vírus HIV, o estado de saúde dela é grave. “Os médicos disseram que ela está com os rins parados, com tuberculose, teve complicação nos pulmões e uma lesão cerebral”, detalhou. A diretora do Correia Picanço, Angela Queiroz, confirmou que faltam profissionais, mas que nada foi decidido sobre suspensão das atividades. “Pedimos suporte a outros hospitais como prevenção. Com o problema na escala, aumentamos o valor pago por plantão (de R$ 1 mil para R$ 1,2 mil por 12 horas)”, afirmou. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, dois concursados se apresentaram ontem, e um deles começará a trabalhar em uma semana. Outras duas devem iniciar em 15 dias.
Fonte: Diario de Pernambuco



