Brasília – Após meses de resistência ao Mais Médicos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) fechou ontem um acordo com líderes governistas e o deputado Rogério Carvalho (PT-SE), relator da medida provisória (MP) que institui o programa. O relator se comprometeu a fazer algumas alterações no texto para agradar às entidades médicas, mas manteve intacta a parte do projeto que remete ao Ministério da Saúde a concessão de registro para os profissionais formados no exterior. Em troca, os governistas aceitaram criar futuramente, por meio de outra proposta, uma carreira específica para a categoria, o que vai ajudar a fixar profissionais nas áreas onde faltam médicos.
O projeto estava em discussão no plenário da Câmara até o fechamento desta edição. E houve intenso bate-boca. Apesar do acordo, o CFM ficou isolado. As outras entidades médicas, como a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) e a Associação Médica Brasileira (AMB), não ratificaram o acordo, por entender que os ganhos foram mínimos. E a oposição, auxiliada pela bancada ruralista, fez obstrução na sessão ontem à noite, atrasando a votação. O relator explicou que o acordo com o CFM não inclui a criação de uma carreira federal para os médicos.
Fonte: Diario de Pernambuco



