BRASÍLIA – O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Roberto DÁvila, afirmou ontem que a entidade vai manter as críticas ao programa Mais Médicos, apesar do apoio à aprovação do projeto de conversão da medida provisória. O acordo entre o governo e a entidade foi duramente criticado por parlamentares contrários ao projeto e considerado essencial para aprovação na Câmara, na quarta-feira.
O projeto agora segue para o Senado. A expectativa é de que a tramitação no Congresso seja concluída na próxima semana. Há um acordo entre governo e parlamentares para que o texto não seja alterado no Senado.
Em entrevista coletiva, DÁvila afirmou ontem que o acordo foi a saída possível diante de um mal maior, que seria a criação de um fórum sobre recursos humanos na área da saúde. “Seria uma espécie de agência controladora, que reduziria os poderes não só do conselho, mas traçaria as diretrizes da residência. Até a definição de ato médico poderia ser alterada”, justificou.
Mesmo com o acordo e admitindo que a entidade estava sem alternativas, ele disse não considerar que o governo saiu vitorioso. “Eles tiveram de fazer várias modificações, boa parte delas que atendem aos nossos interesses”, entre elas, o compromisso da criação de uma carreira pública de médicos. O fato de a competência da concessão do registro de médicos formados no exterior ter sido transferida para o Ministério da Saúde não foi considerada um problema. DÁvila afirmou que a entidade vai fiscalizar a atuação dos estrangeiros.
Pelo Twitter, a presidente Dilma Rousseff agradeceu aos deputados pela aprovação da MP. “Agradeço aos deputados federais pela aprovação da MP do Mais Médicos. Agora, a MP do Mais Médicos vai para o Senado. Nosso objetivo é levar saúde a quem mais precisa, à população carente”.
Fonte: Jornal do Commercio



