O governo do estado repensou os cálculos para equilibrar as contas do Sassepe, plano de saúde dos servidores, e ofereceu nova proposta de reajuste. O sistema tem déficit mensal de R$ 3 milhões e a primeira equação encontrada pela gestão do plano não agradou os servidores. A nova proposta, menos agressiva ao bolso do servidor, descarta a implantação do fator moderador com taxação de tratamentos na rede assistencial (coparticipação) e define alíquotas menores de contribuição, que continuam escalonadas por faixa etária.
Para os titulares, a proposta prevê os reajustes de 4,5% a 5,5% (a primeira era 4,5% a 6%) e no caso dos dependentes, de 1,5% a 3,5% (antes eram de 1% a 6%). Os servidores votarão a proposta em assembleia, marcada para a próxima terça-feira. “Qualquer que seja o resultado, de aprovação ou rejeição da proposta, reforçamos que o governo precisa aumentar o investimento no Sassepe e não repassar somente para o servidor a responsabilidade de equilibrar as contas do sistema”, defendeu Florentina Cabral, presidente da Associação de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Assepe).
A primeira proposta para equilibrar as contas do Sassepe foi apresentada há pouco mais de um mês pelo secretário de Administração, Décio Padilha, durante reunião com os representantes do Fórum Estadual de Servidores Públicos. São 193 mil beneficiários, entre titulares e dependentes, que usam o sistema de saúde. O Sassepe é custeado pelos servidores e pelo governo estadual por meio de repasse mensal de R$ 5,4 milhões. Mas as contribuições são insuficientes para bancar as despesas médicas e os compromissos com fornecedores.
O governo do estado não explicou a engenharia financeira para que o equilíbrio do plano aconteça com a nova proposta. Padilha assegurou, quando apresentou a primeira proposta, que ela resolveria o “problema” já no primeiro mês de implantação. O secretário está de férias e quem responde sobre o assunto é o Instituto de Recursos Humanos (IRH). Durante três dias, a reportagem do Diario de Pernambuco tentou entrevistar o presidente do IRH, Francisco Papaléo. A assessoria de imprensa do instituto informou que não conseguiu localizá-lo.
Fonte: Diario de Pernambuco



