Médicos reagem contra veto do Mais Médicos com indicativo de greve

Médicos vinculados à Prefeitura da Cidade do Recife decidiram intensificar o movimento de valorização e cobraram respostas da gestão municipal em relação à Pauta de Reivindicações. A categoria realizou nesta quinta (24) uma paralisação de advertência, onde suspenderam os atendimentos nos ambulatórios e no Programa de Saúde da Família (PSF). O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e os atendimentos emergenciais foram mantidos. À tarde, a categoria se reuniu em Assembleia Geral, no auditório da Associação Médica de Pernambuco (AMPE), bairro da Boa Vista, para discutir a equiparação aos valores salariais e a equiparação com o “Programa  Mais Médicos” do Governo Federal. Os médicos fazem nova assembleia na próxima quinta-feira (31) para debater novamente a pauta e encaminhar novos rumos do movimento. Na segunda-feira(28), o Simepe reunirá os médicos de Pernambuco das redes municipal, estadual e federal, para aderir a uma possível greve por tempo indeterminado, como forma protestar contra os vetos da presidenta  Dilma Roussef  no ” Programa Mais Médicos”.

Quebra de acordo gera insatisfação

O presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe), Mário Jorge Lôbo, iniciou a reunião comentando a insatisfação da categoria, com o veto da presidenta referente à carreira de especifica para os médicos no “Mais Médicos”, rompendo acordo feito por parlamentares com o Conselho Federal de Medicina (CFM). A presidenta  vetou o seguinte dispositivo da lei: “É vedado ao médico intercambista o exercício da Medicina fora das atividades do  Projeto Mais Médicos para o Brasil, sendo que a prorrogação da permanência no projeto, após a primeira etapa, somente será admitida para os médicos que integrem carreira médica específica.”

Mario Jorge explicou que o Governo Federal no dia em que a então Medida Provisória 621 ia ser votada na Câmara dos Deputados, representantes das entidades médicas, entre elas o CFM (Conselho Federal de Medicina), discutiram pontos da Medida Provisória (MP) com parlamentares, entre eles o deputado Rogério Carvalho (PT-SE), relator da MP do Mais Médicos, e entraram em consenso. Mas, a presidenta não cumpriu a palavra, quebrou o acordo com sua base aliada e desrespeitou a classe médica. “Esse Governo foi mentiroso, uma vez  que apalavrou a carreira de Estado e não vai cumprir o acordo. Na assembleia da segunda-feira (2) vamos definir nossas estratégias de luta  e enfrentamento. Temos grande possibilidade de entrar em greve por tempo indeterminado. A Assembleia será na segunda-feira, dia 28, às 19h, na AMPE”, salientou indignado.

Além da equiparação dos valores do Estado, também, foi discutido o imediato destravamento do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV). Em relação à Prefeitura do Recife, o presidente do Simepe indicou ainda que, com a paralisação o processo foi acelerado com os gestores municipais. Além disso, a estratégia de mobilização da categoria está mantida afim de que as reivindicações sejam aprovadas pela PCRs.  A nova mesa de negociação da campanha salarial está marcada para amanhã (25/10), quando serão definidos valores e prazos.

 

 

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