Até março de 2014, o governo Federal pretende contratar 13 mil médicos estrangeiros para atuar em municípios de todo o País. A promessa foi feita ontem pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que visitou o Recife para recepcionar a segunda turma do Programa Mais Médicos. Ao todo, 76 profissionais desembarcaram na base aérea no fim de semana, mas o encontro com o ministro não foi possível por causa de um atraso no voo da Força Aérea Brasileira (FAB).
Setenta médicos chegaram ontem e outros 75 devem desembarcar hoje. No sábado, foram seis profissionais. O grupo começa a trabalhar no dia 4 de novembro, em 56 municípios pernambucanos. Esta semana, eles conhecerão a rede de saúde do Estado e os principais hospitais. Nas últimas três semanas, os profissionais participaram de treinamento na Universidade Federal de Vitória, no Espírito Santo.
Questionado sobre a eficiência do programa no primeiro mês de atuação, Padilha destacou os números de atendimentos. “Foram 3,5 milhões de pacientes beneficiados pelo programa em todo o Brasil. Em Pernambuco já são 250 médicos do programa (com a chegada dos 151) e serão mais de 800 mil pernambucanos, que não tinham médicos nos postos de saúde, com acesso à saúde e a cuidados básicos, como exames preventivos de hipertensão e diabetes”, afirmou o ministro.
“Isso vai surtir um impacto na saúde das pessoas, porque vai reduzir as filas nos hospitais, nos prontos-socorros e postos de saúde que estavam sem médicos há muito tempo e voltarão a ter profissionais de segunda a sexta-feira”, acrescentou Padilha.
CUBA
A cubana Marilin Aires Rojas, 42 anos e 18 de experiência em clínica médica e atenção à saúde da mulher, declarou estar muito contente com a mudança para o Brasil. “Ouvi o chamado da presidente (Dilma Roussef) e decidi vir para ajudar a população”, disse, adiantando que deve se instalar em Caruaru, no Agreste.
Nem a oposição dos médicos nativos ao programa do governo federal parece diminuir a empolgação dos cubanos recém-chegados. “Eles vão gostar da gente”, aposta a médica generalista Marisa Pita, 48 anos. Como a colega Marilin, ela já tinha experiência de trabalhar no exterior – ambas exerceram a medicina por quatro anos na Venezuela – e acredita que vai contribuir para melhorar o serviço de saúde local. O destino de Marisa é Exu, no Sertão do Estado.
Fonte: Jornal do Commercio



