Brasília – Apesar de ser apontado como exemplo de sucesso mundo afora, o programa brasileiro de combate ao HIV/Aids ainda impede que uma parcela dos soropositivos tenham acesso aos medicamentos ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente quem descobre a doença precocemente. É o caso de Lucas (nome fictício).
O estudante carioca, de 27 anos, descobriu que estava contaminado pelo vírus HIV há um ano, logo após o contágio. “Eu tive uma relação desprotegida e fiquei desconfiado. Fiz o teste logo depois e tive a confirmação”, relata ele. Mas a contagem das células de defesa CD4 – que indicam o grau de evolução da doença no organismo – estava em cerca de 700 unidades por milímetro cúbico de sangue. Pelas regras do SUS, os medicamentos antirretrovirais só são oferecidos quando essa taxa fica abaixo de 500/milímetro cúbico de sangue.
Nos próximos meses, porém, o tratamento contra a Aids estará disponível na rede pública logo após o diagnóstico, independentemente do estágio da doença. É o que prevê o novo protocolo do Ministério da Saúde, cuja publicação deve sair até o fim deste mês. O ministério estima que a mudança amplie em até 100 mil o número de pacientes com HIV com acesso ao tratamento.
São Paulo
Levantamento divulgado ontem mostra que em 2012 foram registrados 2.760 óbitos em São Paulo em decorrência da doença, o que representa uma taxa de mortalidade de 6,6 por 100 mil habitantes. O resultado é 71,1% menor do que o registrado há 17 anos, em 1995, quando ocorreram 7.739 óbitos, e taxa de mortalidade de 22,9 casos por 100 mil habitantes.
Fonte: Diario de Pernambuco



