Tratamento de câncer vai ganhar 80 aparelhos

SÃO PAULO (ABr e AE) – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou ontem, na capital paulista, a compra de 80 aceleradores lineares, que serão distribuídos em 63 municípios de 22 estados e o Distrito Federal. De acordo comas estimativas do ministério, os equipamentos aumentarão em 25% a oferta de radioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). Está prevista também a instalação de uma fábrica no País que produzirá máquinas para abastecer o mercado nacional. Padilha fez o anúncio durante cerimônia em comemoração ao primeiro ano de funcionamento da Unidade Avançada de Insuficiência Cardíaca do Hospital Sírio-Libanês.

O ministro disse que esta será a maior expansão de centros de tratamento do câncer com radioterapia. “Nós tivemos este ano 14 novos centros. A partir de 2014, começam a ser entregues os equipamentos e feitas as obras para receber os centros”. Ele completou que, por ter sido a vencedora da licitação, a empresa americana será obrigada a construir uma fábrica para atender a demanda nacional. O prazo para a construção é de cinco anos.

Os aceleradores lineares são equipamentos de alta tecnologia usados para o tratamento de pacientes com câncer. Comprando os aparelhos da empresa americana Varian Medical Systems, vencedora da licitação, o ministério economizou R$ 176 milhões, segundo Padilha. Os critérios para escolha dos lugares que receberão os equipamentos foram a necessidade global de radioterapia, número estimado de novos casos anuais de câncer, oferta de serviços existentes e percentuais estaduais de cobertura do sistema de saúde suplementar.

MAIS MÉDICOS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ontem que não faz diferença para o Programa Mais Médicos se o estrangeiro foi reprovado no Revalida, exame para graduados em Medicina no exterior atuarem no País. Padilha foi questionado pelo fato de 48 dos 681 participantes da primeira leva de médicos que chegaram ao Brasil não terem passado no teste e disse que até se consultaria com um deles. O número de participantes do Mais Médicos reprovados no Revalida foi revelado pelo jornal “Folha de S.Paulo”. “São programas diferentes”, disse. “O Revalida é uma prova feita em um dia para saber se ele pode operar ou trabalhar na UTI.

Fonte: Folha de Pernambuco

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