Programa terá mais reprovados em exame

BRASÍLIA – Outros 18 profissionais reprovados no Revalida – exame federal para reconhecer diplomas estrangeiros – vão participar da segunda etapa do Mais Médicos. Esse grupo se soma aos outros 48 médicos inscritos no primeiro edital do programa que também não seguiram para a prova prática do exame, como revelou a Folha de S.Paulo.

O Revalida é um dos caminhos para revalidar o diploma de medicina obtido no exterior, mas não é pré-requisito para o Mais Médicos, que visa aumentar a presença de médicos no interior do País e nas periferias das capitais. Os 18 médicos estão entre os 1.834 profissionais que receberam o registro do Ministério da Saúde na última sexta-feira para atuar em dez Estados.

O Revalida 2013 foi aplicado em 25 de agosto. Do total de 1.595 candidatos do exame, 155 (9,7%) seguiram para a prova prática. Entre esses, dois profissionais que atuam no Mais Médicos. Reprovados no Revalida dizem que a prova é feita para barrar a vinda de médicos formados no exterior.

“Na prova, é preciso responder como vai tratar uma pessoa com um problema no coração dos mais complicados. Na vida real, você encaminha a um cardiologista”, disse Udelson Gemha, um dos reprovados no exame e inscrito no Mais Médicos – ele atua em Goiás e foi aprovado na revalidação da Universidade Federal de Minas Gerais.

O governo afirma que, no Mais Médicos, os profissionais são avaliados em conhecimentos de português e saúde antes de atuarem exclusivamente na atenção básica. Ontem, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que os médicos reprovados no Revalida e inscritos no programa não podem ser considerados de segunda linha.

Padilha ainda afirmou que os brasileiros formados na Bolívia não poderão participar do programa Mais Médicos, em resposta ao pedido do governo do Acre, um dos principais exportadores de estudantes de medicina para a Bolívia. A Folha de S.Paulo publicou anteontem que o governo estadual propôs ao ministério que autorizasse a entrada de brasileiros formados no país vizinho no programa sem a necessidade de revalidação de diploma. Padilha usou o regulamento do programa como justificativa para barrar esses profissionais.

Fonte: Jornal do Commercio

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas