O prefeito Geraldo Julio lança, hoje à tarde, o Plano Municipal de Atenção Integrada ao Crack e outras Drogas. Mais uma tentativa do poder público, agora na instância municipal, de diminuir os danos causados pela pedra aos dependentes e à sociedade.
As igrejas evangélicas, hoje, são quem mais conseguem recuperar dependentes. O assunto carece de dados oficiais mais precisos. Mas há consenso entre especialistas que a afirmação decorre de dois fatos: as clínicas particulares são caríssimas e o poder público ainda engatinha na montagem de uma rede de assistência eficiente. A pedra avança a passos mais largos.
Para traçar um panorama atual da droga, a coluna fez uma pesquisa nas matérias recentes publicadas por este JC. E compilou duas conclusões. Desde 2010, a polícia apreendeu mais crack do que maconha no Estado que até pouco tempo abrigava o polígono da erva, no Sertão pernambucano.
Outro estudo, da Fiocruz, aponta que 0,8% da população das capitais brasileiras consome a pedra. Pelos cálculos, o Recife teria 13 mil usuários. É apenas uma estimativa e pode parecer pouco. Mas não é. Quando assunto é o crack, a história de cada dependente é um inferno particular para si e para seus familiares.
Fonte: Jornal do Commercio / JC nas ruas



