No dia seguinte ao sepultamento do bebê de 1 ano que sofria de trombofilia, o secretário de Saúde do Estado, Antônio Figueira, afirmou que a morte do menino não tem relação com a falta do anticoagulante Cyprotex. O remédio era comprado pelo governo, mas teve o fornecimento interrompido em outubro.
Desde então, o quadro de saúde de Matheus Henrique se agravou e ele chegou a perder parte do pé e da visão. No sábado, o bebê faleceu. Ontem, a família responsabilizou o governo pela morte. “Se meu filho tivesse tomado a medicação da forma que o juiz determinou, ele estaria levando uma vida normal”, declarou Eduardo Lacerda.
“Entendemos a revolta da família, mas temos a tranquilidade de que tudo foi feito para ajudar essa criança. Não há consenso de que esse remédio é eficaz, mas o governo cumpriu a ordem judicial de comprar o remédio. Não medimos esforços e investimos mais de R$ 2 milhões na vida dessa criança”, declarou Figueira.
O secretário alegou que a falta do remédio foi provocada por mudanças na receita do anticoagulante, não foram informadas ao governo.
Fonte: Jornal do Commercio



