HBL dobra atendimento

Pacientes que utilizam os serviços do Hospital Barão de Lucena (HBL) poderão contar, a partir de hoje, com novo ambulatório construído na unidade, que pretende dobrar a capacidade de atendimentos do hospital, como prevê a Secretaria Estadual de Saúde (SES). A inauguração do espaço aconteceu na manhã de ontem, no próprio HBL, que fica no bairro da Iputinga, na Zona Oeste. Além dos serviços que já vinham sendo oferecidos foram acrescidos um posto de coleta da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope) e um vestiário para os profissionais.

Até março, a SES pretende inaugurar a Casa de Maria, que acolhe as mães que têm filhos prematuros, as novas emergências pediátrica e obstétrica e a enfermaria de oncologia do hospital. As obras, que tiveram início em 2009, fazem parte do plano diretor e estão orçadas em R$ 40 milhões. O secretário estadual de Saúde, Antônio Carlos Figueira, falou da dificuldade em finalizar as obras em uma unidade de saúde de referência. “Não é simples reformar um hospital que não pode parar um dia de funcionar. Por isso estamos aqui há mais de três anos e já reformamos o bloco cirúrgico e as UTIs de adultos e neonatal”, explicou. O governador Eduardo Campos destacou a importância da entrega do ambulatório. “O objetivo da reforma é acolher e cuidar melhor da população que aqui chega e também dar uma melhor condição de trabalho aos nossos profissionais”.

Apesar da entrega da nova estrutura, alguns funcionários acharam que faltaram elementos. “O prédio não é totalmente acessível. Eles colocaram rampa mas esqueceram de colocar o caminho com um material especial e o nome dos lugares em braile para que pessoas com deficiência visual, por exemplo, possam se orientar”, afirmou a auxiliar de enfermagem Airce Silva. O ambulatório possui sete consultórios a mais que o anterior, cinco salas de coleta, um auditório (42 lugares), área de aleitamento materno, salas de espera, fraldário, lanchonete e copa.

Pacientes do setor de mastologia do HBL reclamavam das dificuldades em marcar consultas e mamografias por conta da superlotação e das longas filas da unidade. Figueira disse que esforços estão sendo feitos, como compra de equipamentos, reforma de hospitais e contratação de médicos.

Fonte: Diario de Pernambuco

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