Acesso a hospital é provisório desde 2011

O Hospital Pelópidas Silveira (HPS), às margens da BR-232, no Curado, Zona Oeste do Recife, foi inaugurado em 2011, mas a passarela que ajuda na travessia dos pedestres ainda é a provisória. De ferro e tábua, ela deveria ficar instalada, apenas, por seis meses. Pacientes que precisam de transporte público para chegar ao local, reclamam também que não há estrutura nas paradas. Não há assentos, nem sombra.

O mato alto, somado às calçadas estreitas, é outro problema para quem chega a pé. Os pedestres têm que andar no meio da pista. “O hospital é ótimo, mas aqui fora deixa a desejar. À noite é uma escuridão. Tive que sair correndo com medo”, disse Thiago Lima dos Santos, 26 anos, apresentando mais um problema no entorno da unidade. Em todo o trajeto, entre a BR-232 e a entrada do Pelópidas Silveira, não há um ponto de iluminação, postes, nada.

A preocupação com escuridão e insegurança é reforçada por Maria Aparecida da Silva, 38, que ontem acompanhava o pai José Joaquim da Silva, 88. “Lá dentro do hospital é ótimo. Ruim é chegar. A passarela é horrível. Deveria ser mais segura e ter iluminação. E a parada também. Tenho que sentar no chão, com o meu pai, que é idoso e não pode ficar em pé. A gente se afasta até uma sombra e senta no meio-fio”, comenta.

Para o militar Jorge Anselmo de Luna, 48 anos, a passarela tem ajudado. “Antes a gente tinha que se arriscar no meio dos carros, passar correndo pela BR. Mas ela está péssima. Já presenciei algumas partes caindo. Daqui a pouco solta outra peça de novo.”

Quem mora nas proximidades conhece bem o problema. “Eu atravesso aqui às vezes, porque moro perto. Mesmo sendo em frente a um quartel do Exército, ficamos receosos de passar porque é muito escuro. Além disso, é precária a estrutura”, contou Maria da Conceição Moreira, 42.

Em relação às paradas de ônibus sem estrutura, o Grande Recife Consórcio de Transporte informou que até a próxima semana os pontos receberão estrutura necessária, com aumento do espaço e colocação de assentos. Em relação à falta de iluminação e ao mato, que está alto, tomando parte da calçada da via que dá acesso ao hospital, a Emlurb – responsável pelo serviço – não disse o que vai fazer.

REPAROS

A Secretaria Estadual de Saúde (SES), responsável pela passarela, informa que realizou reparo na estrutura do equipamento em dezembro e até o fim da próxima semana, os refletores que iluminam o local serão vistoriados. Segundo a secretaria, uma equipe técnica vai ao loca avaliar a situação.

A Secretaria de Saúde ressalta, ainda, que a passarela é um instrumento provisório e deve permanecer no local até a triplicação da BR-232, momento em que será construída uma alça viária de acesso ao hospital. A obra não tem prazo definido para começar.

Fonte: Jornal do Commercio

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