Médica cubana vai pedir asilo político

Foto: Pedro Ladeira / Folhapress
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Ramona Matos Rodriguez, que servia ao programa federal em Pacajá (PA), fugiu para Brasília e se abrigou na liderança do DEM na Câmara dos Deputados

BRASÍLIA – Integrante do Mais Médicos, a cubana Ramona Matos Rodriguez, 51 anos, deixou o programa e anunciou ontem à noite que vai pedir asilo político ao Brasil. Ela disse que ficará refugiada na liderança do DEM na Câmara dos Deputados, aguardando decisão do governo brasileiro, já que está sendo perseguida pela Polícia Federal.

Clínica-geral, ela chegou ao País em outubro e atuava em Pacajá, no Pará. Ela diz que deixou a cidade no sábado e seguiu para Brasília após descobrir que o valor pago pelo governo brasileiro a outros médicos estrangeiros (R$ 10 mil) era muito superior ao que ela recebia. A cubana alega ainda ter sido enganada sobre a possibilidade de trazer seus familiares ao País.

Ramona foi apresentada ontem no plenário da Câmara por líderes do DEM. Em entrevista, ela contou que recebia por mês US$ 400 (cerca de R$ 966) para viver no Brasil e outros US$ 600 (R$ 1.450) seriam depositados em uma conta em Cuba e só poderiam ser movimentados no retorno à ilha. A médica não revelou como chegou à capital federal, nem como contactou os deputados da oposição. Contou, porém, que decidiu procurar o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) após ligar para uma amiga no interior do Pará e ser informada de que a PF já tinha sido acionada para buscar informações sobre seu paradeiro.

Ela disse que se sente enganada por Cuba. “Não disseram que o Brasil estaria pagando R$ 10 mil a médicos estrangeiros. Me informaram que seriam US$ 400 aqui e US$ 600 pagos lá depois que terminasse o contrato. Eu até achei o salário bom, mas não sabia que o custo de vida aqui no Brasil seria tão alto”, relatou a cubana.

Caiado afirmou que a liderança do DEM na Câmara “será a embaixada da liberdade para os médicos cubanos”. Ele acrescentou que sua assessoria prepara para hoje o pedido de asilo da médica ao governo brasileiro e que irá pessoalmente conversar com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.

Fonte: Jornal do Commercio (Recife).

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