OMS estima que um terço da população terá dores crônicas

Cerca de um terço da população apresentará algum tipo de dor crônica durante a vida. A preocupante estimativa é da Organização Mundial de Saúde (OMS), que define o problema como uma experiência física e emocional desagradável, associada a algum tipo de lesão real ou potencial dos tecidos. Segundo especialistas, aquele incômodo persistente que, na maioria dos casos, acaba atingindo as costas, cabeça, pernas ou braços, não deve ser encarado como algo natural. Uma iniciativa pioneira lançada, hoje, no Recife, busca beneficiar as milhares de pessoas que procuram incansavelmente por respostas e alívio para suas dores.

O projeto “Pernambuco Sem Dor”, cobra mais investimentos do Poder Público para o tratamento, dando ao SUS a missão de reabilitar estes pacientes. “São homens e mulheres, de diferentes idades, que perdem parte do convívio social e têm a qualidade de vida fortemente reduzida pela dor. Muitos não têm sequer condições de arcar com as despesas do lar e são obrigados a custear remédios durante anos. Eles precisam ser vistos com mais dignidade”, ressaltou o especialista em Clínica Médica, Acupuntura e Tratamento da Dor, Dirceu de Lavor Sales, à frente da implantação.

Segundo ele, a ideia é tornar o tratamento mais acessível, com a criação de núcleos especializados, levando capacitação e estímulo também para os profissionais. “Infelizmente, grande parte dos médicos não recebeu instrução na universidade para tratar corretamente da dor e os pacientes acabam se tornando vítimas”, criticou. Em quadros crônicos, o sistema nervoso ajusta-se à condição dolorosa, com uma redução da hiperatividade. Entretanto, de acordo com Lavor, várias alterações psicológicas e de outras origens se desenvolvem, incluindo aumento da irritabilidade, depressão mental e um desinteresse pelo universo externo.

A designer Flávia de Miranda, de 49 anos, sofre há mais de dez anos com os sintomas da artrite e fibromialgia. Esta última trata-se de uma síndrome que provoca dores por todo o corpo, se manifestando especialmente nos tendões e articulações. “Ao longo do tempo busquei ajuda em todas as esferas, passando por vários profissionais e me submetendo a vários exames. Tive que acionar judicialmente o plano de saúde para ter os meus direitos garantidos”, ressaltou.

Fonte: Folha PE

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