Representantes do Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) ingressaram com uma Ação Civil Pública, nesta terça-feira (29), no Ministério Público do Trabalho (MPT) para denunciar a situação em que se encontram as maternidades do Estado.
Segundo o presidente do Simepe, Mário Jorge Lobo, a crise nas maternidades de alto risco do serviço público estadual não é nova, ou seja, com déficit de plantonistas para suprir as escalas de plantão, serviços de saúde superlotados, profissionais sobrecarregados em seus locais de trabalho, gestantes internadas de forma improvisada (cadeiras e leitos sucateados em blocos cirúrgicos), risco aumentado de infecção e outras complicações maternas e neonatais.
Ele afirmou que há mais de três anos, o Sindicato denuncia o caos do sistema materno infantil junto aos Conselhos de Saúde, Cremepe, gestores da saúde e MPPE, o que resultou em audiências públicas e encaminhamentos à SES e ao COSEMS. “ A falta de uma politica de Recursos Humanos, por parte dos gestores, que contemple concursos públicos, melhores condições de trabalho, equipes médicas bem dimensionadas, carreira, salários compatíveis com a responsabilidade do profissional, provocaram a situação caótica a que os profissionais destes serviços estão submetidos”, afirmou,.
Ao documento, foram anexadas fotografias da situação e um pedido de medidas emergenciais para a rede materno-infantil ante a legitimidade do MPT para atuar na proteção dos direitos trabalhistas (interesses ou direitos difusos ou coletivos). De acordo com o sindicato, a denúncia também, será enviada ao Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público de Pernambuco (MPPE)



