Excesso de gestantes é queixa recorrente

Queixa recorrente em cinco das sete unidades visitadas, o excesso de parturientes foi apontado como fator decisivo na qualidade do atendimento prestado. Na Maternidade Barros Lima, segundo a Secretaria de Saúde do Recife, 30% das gestantes atendidas são moradoras de outras cidades, como Olinda e Jaboatão dos Guararapes. Sobre a cama que estaria quebrada há um ano, a secretaria garante que o equipamento foi trocado há três meses.

A superlotação também foi apontada pelo Cisam como principal problema, influenciando inclusive no cumprimento da Lei do Acompanhante. A unidade garante, no entanto, que tem conseguido cumprir a lei federal apesar da estrutura. Sobre a queixa de que a equipe precisaria de capacitação, o Cisam garantiu que os profissionais são qualificados adequadamente, mas atribuiu o excesso de parturientes à dificuldade de promover um atendimento individualizado ideal.

O Imip informou que realiza 600 partos por mês, ocupando 100% dos leitos diariamente e reconheceu a falta de capacidade estrutural para atender as gestantes com a qualidade que gostaria.

Sobre a Lei do Acompanhante, a unidade de saúde informou que o acesso é restringido para preservar a intimidade das gestantes e evitar constrangimentos, mas, que a parturiente pode receber visitas no hall de acesso da maternidade.

No Hospital do Tricentenário, em Olinda, uma reforma está sendo feita pela primeira vez em 60 anos e, de acordo com o coordenador da maternidade, problemas de higiene serão resolvidos com a inauguração da nova estrutura, prevista para outubro. A instituição nega que falte alimentação para as parturientes e garante que a Lei do Acompanhante é plenamente cumprida na unidade de saúde.

Fonte: Diario de Pernambuco

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas