Saúde no município de Betânia precisa de atenção

 

A médica Malu David, fiscalizando o hospital de Betânia

Um dos destinos visitados nesta segunda-feira (22/08), pela sétima Caravana Cremepe – Simepe,  foi o município de Betânia, no Sertão de Pernambuco, com população de 12 mil habitantes. Equipes nas ruas. É hora de avaliar o sistema de saúde. A Unidade de Saúde Mista Municipal Professor Alcides Ferreira Lima apresentou uma estrutura física razoável, porém existem problemas de ordem operacional. Foram encontrados  medicamentos com validade vencidas, enfermarias com janelas sem rede de proteção, sala de esterilização mal estruturada, banheiros precários e sala de Raio X funcionando inadequadamente. Na unidade não existe coleta seletiva e nem lavanderias hospitalar. A escala de plantão é preenchida com três médicos, sendo quatro dias da semana (quarta, quinta, sexta e Sábado) cobertas por um único médico, que também, ocupa o cargo de diretor técnico do hospital. Segundo a caravaneira e médica, Malu David, o problema de maior gravidade identificado foi a inexistência de equipamentos de reanimação.  Durante conversa com a Secretária municipal de Saúde, Omenide Maria,  a caravaneira notificou o problema e pediu providências num prazo de oito dias.

A visita ao PSF foi tranqüila. Durante três dias da semana com a presença do profissional médico. As Salas de consultórios são amplas e os  equipamentos estão em condições  razoáveis. A caravneira responsável pela fiscalização da unidade de saúde, Carla Cristine, destacou a presença de um psicólogo e fisioterapeuta uma vez por semana, e avaliou positivamente a iniciativa.

 

O filme “Pela Vida – Pelo Tempo” foi exibido aos estudantes do município, no Clube de Campo Oasis, e teve grande participação dos presentes durante o debate. Boa parte dos participantes admitiram que a saúde precisa de muita atenção, porque é grande o número de transferências por falta de especialistas. Os entrevistadores de rua avaliaram que dois aspectos se destacaram: Consumo de drogas e desemprego. De acordo com as informações obtidas da população, há uma política da polícia de combate à droga, porém em algumas ocasiões as abordagens chegam a ser em agressivas.

 

Por Natália Gadelha

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