Na tarde do segundo dia de Caravana (23) a fiscalização se depara com o único PSF do município de portas fechadas. Uma simpática senhora chamou a equipe e se ofereceu para acompanhar a visita. Era a zeladora do local que afirmou que o posto só funcionava no turno da manhã. Médicos apenas nas quartas e quintas-feiras. Verificando as instalações a fiscalização percebeu que algumas salas não eram utilizadas, o cheiro de mofo tomava conta de outros ambientes e o armazenamento dos medicamentos era inadequado.
Quando a equipe chagou ao local onde estava sendo realizado o debate, percebeu que, entre os poucos participantes, estava a enfermeira responsável pelo PSF. Quando questionada sobre o horário de funcionamento da unidade, ela afirmou que o posto só estava fechado porque ela e as outras funcionárias (uma técnica em enfermagem e uma agente de saúde) foram liberadas para poder participar do debate. Porém a própria população discordou afirmando que o atendimento era feito apenas na parte da manhã.
Na Unidade Mista de Saúde Vereador Silvino Cordeiro, a diretora do Simepe Cláudia Andrade constatou diversas irregularidades. Ambientes vazios, camas sem colchões, armários de medicamentos abertos, banheiros quebrados. Na cozinha, dividindo o espaço com as panelas, estava um gato. No que seria o laboratório, que segundo as funcionárias estava sem uso, várias baratas foram encontradas. A unidade conta apenas com uma ambulância que está completamente sem condições de uso.
Passando pela sala de Fisioterapia foi encontrada uma lista, escrita à mão, com itens que julgavam ser de suma importância para um atendimento básico. Porém, nenhum dos itens estava presentes naquele cômodo. “A situação é completamente precária. A funcionária da lavanderia contou que usa apenas uma luva que ela mesma trouxe de casa para trabalhar. É um completo absurdo”, declarou a médica fiscal.




