Debate deixa caravaneiros frustrados

Participantes eram oprimidos durante os questionamentos dos caravaneiros Foto: Alexandre Costa

Por Flávia Albuquerque

Em Itapetim, sexto município visitado pelo grupo pretro, o momento do debate surpreendeu a todos negativamente. A maioria dos participantes eram estudantes e todos pareciam ter sido “orientados” sobre o que (não)falar. Um funcionário da prefeitura tirava, incessantemente, fotos frontais dos participantes quem tomavam a palavra. O que parecia é que acontecia ali uma forma de opressão descarada.

Uma professora não se deixou atingir e falou sobre todos os problemas do município: consumo de drogas, o alto índice de gravidez na adolescência, a prostituição infantil e, inclusive, a questão da “lei do silêncio” que impera no município.

Na visita ao PSF, o médico fiscal Victor Rocha avaliou como positiva a situação da unidade. “Apesar de a estrutura física precisar de mais investimentos, mais a unidade ao todo é muito organizada”. Outro fato importante observado por Victor foi que o enfermeiro, além dos atendimentos, também participa de ações intersetoriais, que incluem debate entre adolescentes sobre drogas, gravidez precoce e participações em programas como ProJovem . “O ponto negativo é que a equipe não recebe o treinamento para atendimentos de emergência”, completa o fiscalizador.

HOSPITAL – Conversando com os pacientes e acompanhantes que estavam na Unidade Mista Maria Silva, visitada pela caravana, a equipe percebe que eles estão satisfeitos com o atendimento no local apesar de apresentar vários problemas.

Dra. Cláudia Andrade encontrou uma emergência sem divisões de ambientes, conservação de medicamentos e instrumentos inadequada, equipamentos velhos e um funcionário que trabalha há 16 anos no setor de Raio X, mas só há pouco tempo tirou o certificado. Além disso, a médica fiscal descobriu que o médico realiza cirurgias sem uma equipe adequada e sem banco de sangue no hospital.

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