
Por Flávia Albuquerque
No município de Brejinho, visitado pela equipe preta nesta quarta (24), o que a fiscalização encontrou foram duas realidades diferentes. Um hospital totalmente precário onde faltava água e quase todos os ambientes estavam inutilizados. “A unidade está bastante esvaziada. Só encontramos dois pacientes internados e o último parto foi realizado em agosto do ano passado”, contou Cláudia Andrade, médica fiscal. “E, mais uma vez, foi perceptível que a administração do hospital tentou disfarçar algumas informações nos documentos que me foram passados”, completa.
Num município em que existem aproximadamente 1.250 famílias, aqueles que procurarem o hospital não receberão os medicamentos necessários já que a farmácia fica fechada e, segundo os funcionários, a responsável estava em outro Estado. Além desse absurdo, foi observado que o local de armazenamento dos alimentos estava coberto por mofo.
Já no PSF do município a situação é outra. A equipe médica está completa e a escala fica exposta na recepção. Tudo é muito limpo e bem armazenado, os funcionários usam fardamentos e são capacitados. Os depoimentos confirmam o que informou a enfermeira do posto: eles atendem quase 100% dos moradores, que deixam claro sua preferência pelo PSF ao hospital.
DEBATE – No debate estavam presentes agentes de saúde, funcionários das Secretarias de Saúde e Educação além de estudantes e moradores em geral. Na ocasião, foi discutido o aumento no consumo de drogas e a Secretária de Educação aproveitou para divulgar a Caminhada contra o crack que será realizada em São José do Egito. Além disso, um enfermeiro revelou que o número de pacientes mentais está cada vez maior, assim como o número de suicídios na região. E denunciou que não existem Caps no município.



