OMS avalia uso de droga experimental

Um painel realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) com especialistas em ética médica começou ontem a discutir o uso de tratamento experimental contra o ebola em pacientes da África ocidental. Após o aparente sucesso da medicação em dois americanos infectados na Libéria – depois transferidos para os EUA -, a agência da ONU enfrenta um dilema.

Aprovar um remédio em caráter experimental pode levar a acusações de que a entidade autorizou testes com medicamentos potencialmente prejudiciais em populações extremamente pobres. Por outro lado, não liberar a droga causa a impressão de que a OMS permitiu sua utilização apenas em cidadãos de países ricos.

Ontem, a Espanha revelou que importou dos EUA a droga experimental para tratar o missionário espanhol Miguel Pajares, que estava na Libéria para cuidar de pacientes com a doença e foi retirado do país após ser diagnosticado. O Ministério da Saúde espanhol informou que a droga ZMapp, produzida pela Mapp Biopharmaceutical Inc., De San Diego, foi trazida de Genebra para Madri.

Pajares está internado em uma ala isolada do Hospital Carlos III, em Madri. Segundo autoridades do país, a Espanha conseguiu permissão do laboratório responsável para usar o medicamento e, com ajuda da OMS e dos Médicos sem Fronteiras, importou o Zmapp. O ministério afirmou que o uso da droga respeita a legislação, que permite a dosagem de medicamentos ainda não testados em pacientes com doenças mortais que não podem ser tratadas com outros métodos.

A Presidência da Libéria afirmou, por meio de nota ontem, que o governo dos EUA aprovou pedido de doses da droga para o tratamento de médicos liberianos infectados e que serão entregues ainda nesta semana.

Também ontem, a Costa do Marfim, vizinha de Guiné e Libéria, suspendeu voos de e para países afetados pelo ebola. O governo marfinense afirmou que vai barrar a entrada de passageiros vindos de avião das áreas atingidas pela epidemia, medida similar à adotada no fim de semana por Zâmbia, país do sul da África.

Fonte: Jornal do Commercio

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