O número de mortes provocadas pelo vírus ebola superou a barreira de mil, com 1.013 óbitos e 1.848 casos registrados (confirmados, suspeitos e prováveis) em Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria, segundo o balanço mais recente da OMS. O vírus ebola é transmitido pelo contato direto com o sangue e fluídos corporais humano ou animal infectado.
Antes mesmo do anúncio da aprovação da OMS ao novo remédio, os Estados Unidos prometeram o envio à Libéria, um dos países mais atingidos pela epidemia, do soro experimental ZMapp, disponível em pequena quantidade, para tratar médicos infectados. A empresa americana Mapp Biopharmaceutical, que produz o soro, informou na segunda-feira que enviou o estoque para o oeste da África.
Segundo a OMS, de 7 a 9 de agosto, 52 mortes por ebola foram registradas e 69 casos foram relatados. Houve 11 novos casos e 6 mortes em Guiné, 45 novos casos e 29 mortes na Libéria, nenhum novo caso ou morte na Nigéria e 13 novos casos com 17 mortes em Serra Leoa.
Profissionais da área de saúde são os mais expostos à doença. Sete médicos e um enfermeiro chineses que trataram pacientes com ebola foram colocados em quarentena nas últimas duas semanas em Serra Leoa, segundo o embaixador da China em Freetown, Zhao Yanbo.
Frente a esta situação de emergência, a Libéria reforçou suas medidas de contenção da doença. A presidente Ellen Johnson Sirleaf anunciou que a província de Lofa (norte) tinha entrado em quarentena, a terceira região abrangida por esta medida de exceção.
Fonte: Jornal do Commercio



