Virose será tratada como suspeita de dengue pela Secretaria de Saúde

Com mais de 15,2 mil notificações de suspeitas de dengue, 5 mil casos confirmados, além de 52 mortes investigadas 35 atestadas até setembro, o estado começará uma nova estratégia de enfrentamento à doença a partir desta quarta-feira (15). Agora, s unidades de saúde públicas devem tratar como suspeita e dengue qualquer paciente que chegue com sintomas genéricos de virose, iniciando tratamento adequado à enfermidade, até que o diagnóstico seja confirmado. A novidade será anunciada nesta quarta durante o lançamento do plano de contingência à dengue em Pernambuco. Na mesma ocasião, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) também apresentará o plano de contingência à Febre chikungunya, que tem avançado pelo Brasil, mas ainda não teve caso confirmado em Pernambuco.

“A partir de agora, todo paciente que apresentar sintomas de virose, vamos tratar como dengue”, afirmou a coordenadora do programa de combate à dengue, Claudenice Pontes. Ela contou que nos últimos meses foi verificada ma modificação nos sintomas clássicos da doença nos pacientes pernambucanos, por isso a nova regra se justifica. As comuns manchas vermelhas a pele, que eram relacionadas o mal, praticamente não são ais perceptíveis. Isso, muitas vezes, engana os pacientes em busca de ajuda médica e até os profissionais de saúde na hora de dar um diagnostico. “Cada vez mais, as manchas não são predominantes. A dengue está se apresentando com febre, desconforto respiratório, dores abdominais e vômito persistente”, comentou Claudenice. Uma das explicações para esse novo quadro de sintomas pode estar relacionado à exposição da população às mutações do vírus, que já tem quatro tipos circulando no Estado.

Este novo cenário acendeu o alerta ao perigo de complicações de saúde por falta de diagnóstico e acompanhamento adequados. Somente este ano, 82 pessoas tiveram uma evolução grave da doença. Os casos confirmados da dengue, em 2014, superaram em 1,3 mil os de 2103. No ano passado, 4.160 pessoas foram diagnosticadas. Sobre esses dados, a coordenadora do programa afirmou que não há novo surto, e que a estatística reflete disparidades na investigação dos casos suspeitos nos municípios. “Era preciso averiguar se alguns foram descartados porque eram negativos ou porque o paciente não fez exames que comprovassem a doença”, justificou. Os óbitos por dengue estão em queda segundo a coordenadora, que comemorou as 12 mortes a menos quando se compara os primeiros nove meses de 2103 ao mesmo período de 2104. Ano passado foram 47 e este ano 35.

Com relação a chikungunya a coordenadora disse que seis casos suspeitos foram notificados em Recife, Jaboatão e Olinda, mas descartados. Na época da suspeita foi feito um bloqueio de segurança com pulverização de veneno no entorno da casa dos pacientes com suspeita da doença. O lançamento do plano contra a chikungunya é uma ação de antecipação à entrada da doença no nosso território, uma vez que o estado vizinho da Bahia, já enfrenta surto.

Fonte: Folha PE

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