SAÚDE Recife tem 17 bairros com alto risco de surto de dengue. Esses locais também estão mais vulneráveis à febre chicungunha

Dezessete dos 94 bairros do Recife apresentam risco muito alto de desenvolver epidemia de dengue entre o final de 2014 e início de 2015. Por extensão, estão mais vulneráveis à transmissão também de chicungunha, doença que só atingiu comprovadamente um morador até o momento, infectado fora do País, na República Dominicana. No território crítico, distribuído entre o Norte, Sul e Oeste da cidade, mais de 3,9% dos imóveis estão infestados pelo Aedes aegypti. Nele há bairros populosos, como Nova Descoberta, Vasco da Gama, Cohab e Jordão. O perigo, na verdade, estende-se à maioria da cidade, mas numa intensidade menor em outros locais.

O mapa de risco por distrito sanitário e bairro foi divulgado na tarde de ontem pela Secretaria Municipal de Saúde, durante apresentação do Plano de Contingência e Enfrentamento à Dengue e Chicungunha. Recife está entre as capitais brasileiras consideradas em estado de alerta para a dengue, conforme o Ministério da Saúde. Em média, 2,3% dos prédios da cidade têm foco do mosquito transmissor. O mapa de infestação piorou nos últimos meses e a alternância entre sol e chuva pode favorecer a proliferação de mosquitos capazes de transmitir as duas doenças.

Desde o início do ano foram 2.249 casos suspeitos de dengue, confirmando 490, dos quais seis acabaram em morte. O número é menor que o do mesmo período de 2013, quando 1.208 pessoas tiveram a doença comprovada.

Neste semestre, a capital notificou quatro suspeitas de chicungunha, mas só uma foi confirmada, a de um morador de Santo Amaro que foi infectado na República Dominicana e apresentou sintomas durante visita ao Ceará. Não há ainda transmissão do novo vírus na cidade. Um segundo suposto caso, também de Santo Amaro, foi descartado e outras duas suspeitas, de pessoas que residem na Várzea, estão em investigação, embora os primeiros testes tenham resultado negativo.

Na primeira quinzena de dezembro, as regiões com maior risco de transmissão das duas doenças receberão ações mais intensivas dos 943 agentes de saúde ambiental e atividades integradas com a limpeza urbana, informou o secretário de Saúde, Jailson Correia. Por enquanto, não haverá ampliação do orçamento nem novas contratações de agentes. Segundo o secretário, convocações do último concurso foram além do número inicialmente definido.

Estão programadas a distribuição de 25 mil telas para proteção de caixas d’água, além das 70 mil entregues este ano, e produção de cartilhas educativas. “É fundamental a participação da comunidade nessa batalha contra a dengue. Ela deve ajudar mantendo os reservatórios d’água tampados e não deixando lixo exposto”, enfatizou Correia.

Pessoas com febre acima de 38,5 graus, dores nas articulações e manchas vermelhas na pele devem procurar o serviço de saúde mais perto de casa, como unidades de Saúde da Família, Upinhas e Upas. Equipes serão treinadas para o diagnóstico de chicungunha, muito parecida com a dengue.

Fonte : Jornal do Commercio

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