MPPE cobra explicações sobre chuveirões com água contaminada em Boa Viagem

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou explicações à Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), à Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) e à Prefeitura do Recife acerca dos resultados de uma pesquisa que apontou a contaminação da água dos chuveirões da praia de Boa Viagem, na Zona Sul da Cidade. Em um prazo de 10 dias, esses órgãos terão que apresentar documentos que ajudem a identificar de quem é a responsabilidade pelo problema. O encontro, que ocorreu nesta terça-feira (18), foi conduzido pelos promotores de Defesa do Consumidor, Liliane Rocha, e do Meio Ambiente, Geraldo Margela.

Da CPRH, foi solicitado o envio de cópias da outorga dos poços de onde provém a água. Caso não tenham dono, esses reservatórios terão que ser interditados imediatamente. A Compesa, por sua vez, terá que priorizar o saneamento na orla para evitar que o lençol freático seja contaminado. Já a Secretaria Executiva de Controle Urbano (Secon), único órgão que enviou representante à audiência, terá que encaminhar cópias de notificações feitas aos ambulantes que disponibilizam as mangueiras e chuveirões usados pelos banhistas. O objetivo é atestar a qualidade desses equipamentos.

Realizadas por alunas das universidades Federal (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), as análises microbiológica e físico-química identificaram a presença de coliformes fecais, fósforos e nitratos na água em níveis duas mil vezes acima do indicado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). As amostras foram coletadas em maio e estão sendo comparadas a outras feitas em 19 de outubro. “Também estamos buscando comparar esses resultados com laudos de poços dos condomínios que ficam na orla para saber se essa contaminação também está afetando a água desses prédios”, explicou a professora Silvana Calado, orientadora da pesquisa.

Fonte: Folha de Pernambuco

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