Começam dia 1º as inscrições para seleção unificada dos programas de residência médica, multiprofissional e de outras áreas da saúde em Pernambuco. O desafio é atrair candidatos para áreas fundamentais do SUS, como a medicina de família e comunidade. Mudanças previstas para estimular a procura pela especialidade só devem ocorrer no ingresso 2016.
Segundo a Secretaria-Executiva de Gestão do Trabalho e Educação da Saúde do Estado, na seleção passada, das 22 vagas para medicina comunitária, sobraram 19. O Estado que hoje tem sete escolas médicas só convenceu três profissionais a se especializarem na principal porta de entrada do SUS, onde começa a promoção da saúde e deve-se estimular o desenvolvimento e a vida saudável de crianças, gestantes, idosos, jovens e adultos.
A bolsa da residência não chega a R$ 3 mil, concorrência até desleal com os recém-formados que já trabalham nas comunidades, por meio do Provab (Valorização da Atenção Básica) e do Mais Médicos, ganhando R$ 10 mil por mês. Mas esse não seria o ponto crucial. A mudança pensada para estimular a procura pela especialidade é fazer com que o título de residente em medicina comunitária sirva de pré-requisito para outras especialidades mais valorizadas no mercado. Por enquanto, é torcer para que fale mais alto o desejo de servir e promover saúde, princípio da boa e humanitária medicina.
Quem explica
JC – Qual a importância da residência de medicina de família?
CINTHIA ALVES – Além de ser uma área básica do Sistema Único de Saúde, garante qualificação aos profissionais que pretendem atuar nesse campo e ainda dá a ele uma compreensão maior do sistema, mesmo que decida depois atuar em outra ponta do SUS.
* Cinthia é secretária-executiva de Gestão do Trabalho e da Educação da Saúde no Estado
Fonte: Jornal do Commercio



