População brasileira sofre de doença crônica

RIO DE JANEIRO (AE) – Quatro em cada dez brasileiros têm ao menos uma doença crônica não transmissível, conjunto de enfermidades que responde por mais de 0% das causas de mortes o Brasil. São doenças como hipertensão arterial, cardiovasculares, câncer, diabete e depressão. Esse é o diagnóstico da Pesquisa Nacional de saúde 2013, divulgada esta emana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 146,8 milhões de brasileiros, 57,8 milhões responderam que sofrem de pelo menos uma dessas doenças. las estão associadas a hábitos pouco saudáveis, como o consumo abusivo de álcool, alimentação pobre em fruas, legumes e verduras, sedentarismo, pouco exercício físico e tabagismo, um parão de comportamento que também aparece na pesquisa o IBGE. “O monitoramento destes fatores de risco e da prevalência das doenças a eles relacionados é primordial para definição de políticas de saúde voltadas para prevenção destes agravos”, escreveram os pesquisadores na publicação. A hipertensão, importante fator de risco para doenças cardiovasculares, atinge um em cada cinco brasileiros, 31,3 milhões de pessoas relataram ter sido diagnosticadas com pressão alta. Deste total, 14,1% foram internados por complicações provocadas pela doença. As mulheres foram mais diagnosticadas do que os homens, 24,2% delas ante 18,3% deles. A proporção de homens e mulheres que sofre de pressão alta é maior conforme aumenta a idade, a partir dos 65 anos, a enfermidade afeta mais da metade da população. A doença parece ter também influência de importante componente de renda, 31% das pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto têm pressão alta. Na outra ponta, 18,2% dos entrevistados com nível superior completo disseram ser hipertensos. Outra doença apontada na pesquisa foi a depressão, que atinge na maioria das vezes as mulheres (10,9%) contra 3,9% em homens. A maior proporção está na faixa etária de 60 a 64 anos de idade.

Homens consomem mais álcool

RIO DE JANEIRO Folha press – Uma pesquisa divulgada pelo IBGE esta emana mostra que o percentual de homens que consome bebida alcoólica é quase três vezes maior do que o das mulheres no País. 6,3% (ou 25 milhões) deles somam algum tipo de bebida alcoólica uma vez ou ais por semana, enquanto 3% (ou 10 milhões) das mulheres ingerem álcool. A coordenadora de Trabalho e rendimento do IBGE, Maria Lucia Vieira, uma das responsáveis pela pesquisa, afirma que o fato das mulheres beberem menos está ligado a elas viverem mais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o consumo abusivo de bebidas alcoólicas é considerado um fator de risco das principais doenças crônicas não transmissíveis, bem como de acidentes e atos violentos. O levantamento revelou ainda que os moradores com curso superior completo (30,5%) são os que mais consomem álcool. “Pode ter a ver com a renda”, disse a coordenadora. O estudo inédito revela ainda que os maiores consumidores estão na faixa etária de 25 a 39 anos (28,5%), enquanto a faixa de 60 anos ou mais tem o menor percentual (14,2%). O levantamento também inclui as raças dos consumidores, sendo 26,5% da preta, 25,3% da branca e 22,1% da parda. As pessoas com curso superior completo (30,5%) se destacam como as que mais tomam bebidas alcoólicas e as sem instrução e com ensino fundamental incompleto como as que têm menos consumo (19%). Outro destaque foi o percentual de 24,3% de quem já bebeu e dirigiu que variou de 20,8%, na região Sudeste, a 29,6%, no CentroOeste. Esses números foram maiores entre os homens (27,4%) do que entre mulheres (11,9%).

Maioria da população não pratica exercícios

RIO DE JANEIRO (AE) – Somente um quarto dos brasileiros pratica exercícios físicos com regularidade. E, o contrário do senso comum, não é no litoral que população tem maior reocupação com a forma física. O Centro-Oeste é a região que tem a proporção ais elevada de pessoas que azem exercícios ao menos 50 minutos semanais, 24,1% a população. No Distrito federal, quase metade dos homens faz alguma atividade física (41,6%); entre as mulheres, a proporção é de 9,6%. Os sedentários, a proporção de adultos classificados de “insuficiente ativos”, correspondem a 46% da população. As mulheres, que têm hábitos alimentares e cuidados com a saúde melhores que os homens, se exercitam menos, 18,4%, quando entre eles essa parcela é de 27,1%. A Região Norte tem a menor proporção de mulheres que fazem algum tipo de atividade física, 15,4%. Para a gerente da Pesquisa Nacional de Saúde 2013, Maria Lucia Vieira, isso pode estar relacionado à falta de tempo. “Teríamos que fazer uma pesquisa sobre o uso do tempo, mas parece estar relacionado ao fato de ela trabalhar, cuidar da família, da casa. Sobra pouco tempo para atividade física”, afirmou. O IBGE também pesquisou a atividade física durante as tarefas domésticas e a participação feminina é muito superior, 18,2% das mulheres dedicavam 150 minutos semanais, pelo menos, à arrumação da casa. A participação masculina foi de apenas 5,4%.

Fonte: Follha de Pernambuco

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