Inflação em alta é ameaça ao setor de saúde suplementar

O aumento de custos médico-hospitalares, em um cenário de inflação alta e diminuição do ritmo econômico o País, representa um grane desafio para a continuidade do crescimento do setor de saúde suplementar em 2015. e os ganhos de renda da população nos últimos anos oram responsáveis pelo aumento significativo da base de suários dos planos, o baixo desempenho macro econômico descolou os gastos com saúde da média de ganhos e renda atuais. Assim, enquanto os custos do setor crescem na casa de 20% anualmente, o incremento de renda se mantém equivalente o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), numa média de 6% ao ano. Nesse panorama, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde) mantém projeções modestas para o desempenho do setor. “Devemos encerrar 2014 com um crescimento total entre 2,7% e 3%, um resultado menor em relação ao ano passado, de aproximadamente 4%”, avaliou o gerente geral da entidade, Sandro Leal. Em sintonia com as previsões, o boletim da saúde suplementar, produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), constata uma desaceleração nas contratações de planos de saúde. Entre setembro de 2014 e o mesmo mês do ano anterior, elas cresceram 2,8%, um acréscimo de 1,4 milhão de beneficiários. Comparando os terceiros trimestres de 2010 a 2014, o resultado dos 12 meses caiu de 5,9%, em 2010, para 2,8%, em 2014. “O momento econômico é de incerteza e expectativa”, afirmou Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS. O impacto não é maior, segundo Leal, porque o setor é considerado como um gasto prioritário por grande parte dos consumidores. “O cliente preza por manter o serviço, então o parâmetro é diferente de outros segmentos do mercado mais afetados pela crise econômica”, avaliou. O gestor também ressaltou que o mercado tem relação direta com o desempenho do emprego, que tem se mantido estável. Para o próximo ano, o desafio das operadoras será equilibrar os gastos, na opinião do especialista. “A incorporação de tecnologias sem critério de custo-benefício causa um aumento desnecessário de custos, que nem sempre se traduzem em um atendimento mais adequado e oneram o serviço”, explicou. Outro entrave é a falta de transparência nos preços do setor de materiais e medicamentos, que criam monopólios de distribuição. “Falta um choque de concorrência, como ocorre em outros mercados”, argumentou.

Fonte: Folha de Pernambuco

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