Nas últimas semanas, levantar tornou-se um martírio para a funcionária pública Silviane Brenda da Silva Pires, 27 anos; o irmão dela, Lucas Leite, 14 anos, e o filho, Taylor Pires, 11 anos. As dores são fortes, quase não os deixam ficar em pé. Os três estão com chikungunya, conhecida como prima da dengue. Em Oiapoque, onde moram, já houve pelo menos 500 casos da doença em pouco mais de três meses. O local está em epidemia, junto com Feira de Santana (BA), mesmo antes do maior período de transmissão, que é o verão, chegar. Além do ineditismo da doença, o município vê o surgimento de outro quadro: segundo a Secretaria de Saúde, já houve registros de pessoas diagnosticadas com dengue e com o chico — como o mal foi apelidado — simultaneamente.
Como a dengue, a chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. A pouco mais de duas semanas do início do verão, o governo promoveu no domingo passado o dia D de mobilização contra a doença, divulgando formas de prevenir o vetor ou, caso ele já esteja presente, matá-lo. Um dos receios é de que haja uma epidemia da doença nos próximos meses, marcados pela chuva. Segundo o Levantamento Rápido por Infestação por Aedes Aegypti, feito pelo Ministério da Saúde, 137 municípios brasileiros estão em situação de risco para epidemias de dengue e chikungunya, 659 em alerta e 1.028 cidades têm índice satisfatório.
Segundo o último boletim divulgado, até o último dia 15 já tinham sido registrados 1.293 casos autóctones (transmitidos dentro do Brasil) e 125 importados. Do total, 531 notificações foram em Oiapoque e 563, em Feira de Santana (BA). Quase 200 casos autóctones ocorreram em Riachão do Jacuípe (BA), um em Matozinho (MG), um em Pedro Leopoldo (MG) e outro em Campo Grande (MS). Números mais atualizados da Secretaria de Saúde de Feira de Santana, entretanto, mostram que já houve pelo menos 718 notificações da febre na cidade.
Fonte: Diario de Pernambuco



