BRASÍLIA – O número de casos de febre chicungunha no Brasil, doença considera prima da dengue, aumentou 65% num período de um mês e meio. Boletim divulgado ontem, com registros até 27 de dezembro, mostra que até agora foram contabilizados 2.258 pacientes com a doença, provocada por um vírus transmitido pela picada dos mosquitos Aedes aegypi e Aedes albopictus. No boletim anterior, com dados até 15 de novembro, haviam sido contabilizadas 1.364 contaminações.
Além 894 casos, o boletim mostra que a doença se alastra. Agora infecções ocorreram no Amapá (1.146 casos), Bahia (1.015), Mato Grosso do Sul (um), Mato Grosso do Sul (um). O Distrito Federal agora também aparece nas estatísticas, com três casos. A febre chicungunha provoca febre alta, dor muscular e nas articulações e manchas pelo corpo. Raramente a doença provoca a morte. No entanto, uma parcela dos pacientes, em razão das dores intensas nas articulações, precisa se submeter durante meses a tratamentos de fisioterapia. Ao contrário da dengue, no entanto, a chicungunha tem letalidade baixa – cerca de 1 morte para 1.000 casos.
DENGUE
A prevenção da doença é a mesma da dengue, e se baseia principalmente no combate à proliferação do mosquito. O boletim divulgado ontem pelo ministério mostra também ter havido uma redução dos casos de dengue ano passado em comparação a 2013. Foram 1,4 milhão de casos em 2013 contra 587,8 mil em 2014. A região Sudeste apresentou maior queda (66,1%), passando de 918.2 mil, em 2013, para 310.8 mil, em 2014. Na região Norte, o número de casos não se alterou de forma expressiva. Ano passado, foram 49,1 mil, 434 casos a menos que em 2013.
O Ministério da Saúde afirma ter elaborado um plano nacional de contingência da doença, que prevê ações como intensificação das ações de vigilância, treinamento de profissionais e a preparação de laboratórios de referência para diagnóstico, além da eliminação dos criadouros do mosquito. A pasta informa ainda que pretende repassar, até o fim de janeiro, cerca de R$ 150 milhões para o combate da dengue e da chikungunya.
Fonte: Jornal do Commercio



