AUDIÊNCIAS SOBRE MORTE DE MÉDICO

Pelo menos duas novas audiências de instrução sobre a execução do médico cirurgião Artur Eugênio Pereira deverão ser realizadas pela Justiça de Pernambuco nos próximos meses, provavelmente no início de fevereiro e em março. As datas ainda não foram definidas, mas os novos encontros serão necessários porque a defesa dos acusados do crime, estrategicamente, pediu que as provas reunidas fossem analisadas por um grupo de peritos particulares e alegou problemas na gravação de áudio da primeira audiência do caso, ocorrida em outubro do ano passado. Dessa forma, conseguiu adiar o depoimento de quatro dos cinco acusados do crime que estão presos, previsto para ontem, no Fórum de Jaboatão dos Guararapes, atrasando a definição sobre a data do julgamento popular.

Artur Eugênio foi assassinado a tiros, no dia 12 de maio de 2014. A polícia concluiu que o mandante do crime foi o colega de trabalho, o cirurgião Cláudio Amaro Gomes, que teve a ajuda do filho Cláudio Amaro Gomes Júnior para executar o plano. Cláudio Júnior, por sua vez, teria chamado Jailson Duarte César para contratar os homens que cometeriam o assassinato. Um deles seria Lyferson Barbosa da Silva. Esses quatro estão presos. O quinto suspeito, Flávio Braz de Souza, está foragido. Foi informado pela defesa de Cláudio Júnior que o pai, o médico Cláudio Amaro, falaria com os jornalistas. Escoltado pela Polícia Militar, o médico apenas afirmou ao passar pela imprensa: “reforço a minha inocência”. Os quatro estão com a prisão preventiva decretada.

O primeiro argumento da defesa para prorrogar o depoimento e, consequentemente, o julgamento, foi pedir à juíza Inês Maria de Albuquerque que todas as provas científicas reunidas nos autos fossem periciadas por peritos particulares. O material foi examinado pelos peritos do Instituto de Criminalística (IC). Em seguida, a defesa alegou que o áudio da gravação do depoimento da primeira audiência estava inaudível. A juíza, mais uma vez, atendeu ao pedido, determinado ao IC que tente recuperar o áudio no prazo de dez dias, contados a partir de hoje.

Segundo informações do TJPE, caso não seja possível preservar a gravação, todas as testemunhas ouvidas em outubro prestarão novos depoimentos. Familiares dos médicos acusados e da vítima acompanharam a audiência. “Estamos firmes e iremos permanecer assim, não importa quantas audiências sejam realizadas”, garantiu a viúva do médico Artur Eugênio, Carla Azevedo.

Fonte: Jornal do Commercio

Compartilhe:

Deixe um comentário

Fique por dentro

Notícias relacionadas