Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no câmpus de Caruaru, Agreste do Estado, ficou, até ontem à noite, com a sexta maior nota de corte do Brasil (807,69), na modalidade ampla concorrência (sem cotas) do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação. No universo de 5.631 cursos que integram o sistema, a nota de corte mais alta foi em direito na Universidade Federal Fluminense. Segundo balanço parcial do MEC, o candidato deve ter tirado no mínimo 827,37 na média do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) caso queira ingressar nessa graduação.
Esse cenário valeu ate 1h de hoje, quando o MEC prometeu liberar as novas médias, considerando as inscrições até esse horário. Como no Sisu os candidatos podem modificar as opções de cursos quantas vezes quiserem, até o encerramento das inscrições, amanhã, às 22h59 (em Pernambuco, que não tem horário de verão) as notas de corte, assim como a posição das graduações, devem mudar.
Para participar do Sisu, basta o candidato ter feito o Enem ano passado e não haver tirado zero na redação. A inscrição é pela internet (www.sisu.mec.gov.br).
Considerando apenas o curso de medicina, a graduação de Caruaru estava, ontem, com a quarta maior nota de corte do País (abaixo das federais do Rio de Janeiro, Minas Gerais e de Ouro Preto). Já entre os cursos de direito, o oferecido na UFPE, no câmpus do Recife, figurou na quinta e na nona posição nacional, com médias 764,29 e 745,26, respectivamente. A graduação aparece duas vezes porque tem os turnos matutino e noturno. No Sisu, cada turno equivale a uma opção.
APROVAÇÃO
A estudante Victoria Pimentel Jatobá, 17 anos, estava tranquila porque, na sua classificação parcial, até ontem, uma das 87 vagas de medicina da UFPE, no Recife, era sua. “Fiquei na sexta colocação. Apesar de a classificação ainda não ser definitiva, estou numa posição confortável. Acho que mesmo com as mudanças, até quinta-feira, quando acabam as inscrições no Sisu, uma vaga é minha”, comenta Victória, que concluiu o ensino médio no Colégio Santa Maria.
Fonte: Jornal do Commercio



