Dos quase 2,8 milhões de estudantes de todo o Brasil que se inscreveram no Sisu, 177,2 mil entaram uma vaga na Universidade Federal de Pernambuco UFPE). A instituição foi a terceira mais procurada do País, ficando atrás apenas das federais do Ceará e de Minas Gerais. primeira lista de classificados está disponível desde ontem no site do sistema, no endereço sisu.mec.gov.br. Os candidatos selecionados terão três dias para se matricular (30, próxima sexta-feira, e os dias 2 e 3 de fevereiro). Os dois primeiros luares gerais no Sisu no Estado oram conquistados por um baiano e uma pernambucana. Ambos no curso de Medicina da UFPE. A pernambucana Gabriella Dias, 18 anos, passou em 2º lugar geral na UFPE. Na inscrição para o Sisu, a estudante optou por cursar Medicina no campus Caruaru, onde mora há oito anos. “Como já estou instalada aqui, optei por colocar minha primeira opção em Caruaru.” A estudante se formou no Ensino Médio em 2013 e o ano passado foi dedicado a estudos e cursinhos. “Passei umano fazendo matérias isoladas e estudava 14 horas por dia. Foi o segredo do sucesso. Dedicação e esforço são as fórmulas”, revelou. A nota de Gabriella no Sisu foi 863, já contando com o bônus de 10% que aumenta a nota de alguns candidatos beneficiados. “Quem cursou o Ensino Médio todo no Agreste, como eu, tem direito à bonificação.” Quem também comemorou a aprovação foi o fera Ruy Brito, 17 anos, aluno do Colégio Damas. Ele obteve 807,45 no Enem. Foi a maior nota do curso de Ciência da Computação da UFPE. A conquista veio com esforço. Ruy abriu mão de festas e viagens. “Não há segredo. É preciso estudar para passar.” MIGRAÇÃO Das 50 vagas disponibilizadas em Medicina no campus de Caruaru, 42 delas serão ocupadas por pessoas de outros estados. No campus da instituição no Recife não foi diferente. Feras de outros estados já pensam na possibilidade demudar de endereço. Gabriela Gianesella, 21 anos, é paulista. Ela foi aprovada em Medicina com 795 pontos e, apesar do medo de mudar de cidade, garantiu que vai se matricular no Recife. “Confesso que nunca fui para Recife. Mas ouvi falar muito bem da Federal. Estou aguardando os resultados das federais daqui de São Paulo. Caso não passe, mudo de endereço”, adiantou. Da mesma maneira, o estudante Artur Bordini, 18 anos, é brasiliense e acredita na possibilidade de morar na Capital pernambucana. Ele também foi aprovado em Medicina com 793,6 pontos. “Eu ainda estou esperando a segunda chamada da federal daqui de Brasília, mas é quase certeza que vou fazer a matrícula no Recife”, afirmou o aluno. Para o professor de Química Carlos André, os pernambucanos perderam muitas vagas para os estudantes de fora. No entanto, acrescentou, há chances de esses serem aprovados nos seus estados de origem. “Se os estudantes de outros estados conseguiram uma vaga aqui no Recife, podem ter se classificado na universidade de suas cidades.” Já para o professor de Matemática Marcelo Menezes, amigração é natural. “Vai ter invasão em João Pessoa de alunos daqui e vice-versa. Quem mais sofre são os estudantes das cidades com população menor, pelo fato de o número de vagas não ser proporcional à população”, explicou.
Fonte: Folha de Pernambuco



