Com o estoque em nível crítico, com apenas 10% da capacidade do hemocentro, a undação Hemope lançou, ontem, a campanha de Carnaval 2015 para atrair doadores e sangue. A instituição preender virar o jogo e voltar a ter s prateleiras abastecidas até o ia 13 de fevereiro, quando começa oficialmente a folia e Momo no Estado. A meta é crescer o volume de bolas para pelo menos 30%, ando segurança à saúde de quem vai brincar o Carnaval. ara conquistar a atenção da população sobre a importância a doação, o dia foi de muito frevo e a presença de super-heróis nas dependências do Hemocentro Recife, no bairro do Derby. A campanha, segundo o presidente da Fundação, Divaldo Sampaio, vem em um momento muito importante, já que a doação precisa ser feita antes do Carnaval para garantir os estoques estratégicos. Eu acredito que a solidariedade ainda tem sido o mote as pessoas e dos doadores. quando a gente fala de estoque estratégico está se referindo a um volume de sangue em casa que seja satisfatório e capaz de atender a uma demanda emergencial. Normalmente, nesses eventos como Carnaval e São João, temos que nos precaver para fazer face a uma demanda que possa ocorrer”, disse. Ele explicou que a baixa no volume é sazonal, uma vez que ocorre, tradicionalmente, nos meses de dezembro e janeiro. Muito disso está relacionado ao período de férias e festas de fim de ano. “A média normal é de 350 doações por dia. Nesse período de final e começo de ano baixa para 200 a 250”, observou. A gestora do hemocentro Recife, Audrey Martins disse que o atual volume desperta preocupação porque o Estado tem uma demanda habitual muito grande para atender traumas e que isso acaba aumentando nessas épocas festivas. “A média de bolsas são duas por pacientes que chegam compolitra uma nas emergências”, revelou. Para virar esse cenário de desabastecimento, a campanha começou com animação extra. Do lado de fora, os foliões-doadores eram recepcionados com show de frevo e a apresentação do bloco “Me Abraça, que eu sou doador”. Dentro do hemocentro Recife a triagem já tinha fila desde as primeiras horas da manhã. “Estou muito ansiosa. Esta é a minha primeira doação. Gostaria que mais pessoas viessem também descobrir aqui o valor que o sangue tem”, contou a dona de casa Zélia da Silva, de 50 anos. Já na sala de coleta, a turma do bloco “Enquanto Isso na Sala da Justiça” levou descontração, folia e exibiu “superpoderes” para quem aguardava o fim da captação de sangue. Difícil foi segurar o riso com as demonstrações e peripécias do Homem-Aranha, da Mulher-Maravilha, do Lanterna Verde e do Super-Homem. “A doação é uma coisa tão simples e que pode salvar tantas vidas. Não doí e é super tranquilo”, destacou o jovem Lucas Henrique, 18, ao lado dos super-heróis.
Fonte: Folha de Pernambuco



