Várias pessoas que aguardavam atendimento na UPA da Caxangá, localizada na Zona Oeste do Recife, passaram por um susto na tarde de ontem. Depois que uma mulher de origem africana deu entrada na unidade se queixando de dores de cabeça, boatos de que ela estaria infectada com o vírus ebola se espalharam e fizeram com que os demais pacientes ficassem apavorados com a possibilidade de contágio da doença.
Pouco tempo depois, mensagens informando que três casos suspeitos da enfermidade estariam sendo examinados na UPA já circulavam em aplicativos como o Whatsapp. “Se alguém precisar ir a uma UPA, não vá para a da Caxangá, pois a mesma está interditada com três africanos com suspeita de ebola”, dizia uma das mensagens.
Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) informou que a mulher não veio de nenhuma área onde há incidência da doença (ela passou apenas por Uganda, Congo e Angola, países que não são considerados de risco para o ebola) e que o diagnóstico inicial descartou a infecção pelo vírus, pois a paciente já apresentava os sintomas de cefaleia há mais de um ano. A paciente chegou a ter febre há uma semana, mas já não apresentava esse sintoma.
“Todas as medidas foram tomadas e a paciente será transferida para a unidade de referência em infectologia no Estado, o Hospital Universitário Oswaldo Cruz”, informa a o texto enviado pela SES. A secretaria afirma ainda que a UPA da Caxangá não chegou a ser interditada.
Fonte: Jornal do Commercio



