A calvície acomete a maioria dos homens e cerca de 40% das mulheres. A causa mais comum da Alopécia (nome científico da calvície) é genética, portanto, ligada à hereditariedade. Esse tipo de calvície ocorre de forma lenta e progressiva, tornando-se visível por volta dos 30 a 40 anos de idade, quando a pessoa já perdeu cerca de 30% dos fios. As diferenças clínicas entre os padrões masculino e feminino são bem definidas, com peculiaridades para cada sexo. Existem causas menos comuns, mas que podem provocar perda repentina ou anormal dos cabelos, tais como: doenças dermatológicas (Alopécia Areata, Cicatricial, Fibrosante, etc) ; utilização de determinados medicamentos (como alguns usados no tratamento de câncer, doenças circulatórias, úlceras e artrites); dieta alimentar muito rigorosa; alterações hormonais (como na menopausa e no pós-parto); doenças da tireoide; estresse agudo, e outras. A perda de aproximadamente cem fios de cabelo por dia é considerada normal. A preocupação não deve ser restrita ao número de fios que caem, mas concentrada no volume de cabelo que permanece no couro cabeludo, histórico familiar e a presença de doenças que podem provocar alguma alopécia.
Na calvície hereditária, o hormônio masculino testosterona é transformado em outro hormônio chamado di-hidrotestosterona (DHT). Essa conversão é feita pela ação de uma enzima 5-alfa-redutase e sabemos que esse novo hormônio (DHT) é responsável pelo processo de atrofia e morte do folículo piloso. O tratamento pode ser clínico ou cirúrgico. No tratamento clínico, o uso de drogas como a finasterida, saw palmetto e polivitamínicos são administrados por via oral e para uso tópico faz-se uso de loções à base de minoxidil, xampus e laser. No tratamento cirúrgico, empregamos as mais avançadas técnicas para correção da calvície e da falta de pêlo em outras áreas do corpo. As duas técnicas mais modernas, a FUT, sigla em inglês que significa “follicular unit transplantation” e a FUE, “follicular unit extraction”, são usadas em nosso serviço de restauração capilar, com resultados extraordinários. Sugiro 10 dicas de autocuidado para evitar cabelos danificados e sua queda: 1- Evite manipular seus cabelos com técnicas como permanente, tranças, tinturas, alisamento, reflexo, descolorimento, uso de rolos de cabelo ou de secador com excessiva tração; 2- Use xampu medicinal recomendado pelo médico especialista; 3- Só use condicionador nas pontas do cabelo, nunca no couro cabeludo; 4- Seque os cabelos com a toalha ou ao ar livre. Evite o secador; 5- Se o cabelo estiver danificado, corte-o curto ou mude para um tipo de corte que exija menos manipulação; 6- Adote medidas para reduzir a ansiedade (por exemplo: ioga, técnicas de relaxamento). O estresse pode provocar a queda de cabelos; 7- Não acredite em tratamentos milagrosos. Fórmulas vitamínicas, massagens com óleos, loções ou pomadas, precisam de comprovação científica para o uso; 8- Se a queda de cabelo estiver relacionada com o uso de um determinado medicamento, pergunte ao seu médico se é possível substituí-lo; 9- Aos primeiros sinais de calvície, procurar um profissional especialista no tratamento da queda de cabelo; 10- Siga rigorosamente o tratamento indicado pelo especialista. O uso de loções, xampus medicinais e medicamentos por via oral, podem ser administrados para tratamento clínico antes de um procedimento cirúrgico, naqueles casos de queda acentuada sem calvície aparente ou de graus menores. Esses medicamentos também devem ser usados no pós-operatório de um transplante capilar, para fortalecer os cabelos remanescentes e estimular o afloramentos dos novos fios. O importante é fazê-los por um tempo prolongado, seja no tratamento clínico ou no pós-operatório de um transplante capilar.
Fonte: Diario de Pernambuco



