Além da falta de assistência em hospitais por causa do descredenciamento, pacientes da Viva têm reclamado do home care. A operadora recentemente modificou a operação. Em vez de terceirizar, voltou a ofertar serviço próprio. A funcionária pública Marta Moreira Reis esteve ontem na reunião e contou o drama da mãe, Maria das Neves Daltro, 80 anos. Segundo Marta, desde que houve a mudança da Interne para a Viva a mãe não recebe medicamentos nem alimentação industrializada.
Ela também reclama da baixa qualidade profissional dos técnicos de enfermagem e conta que alguns estão sendo solicitadas para dar plantão de até 36h. Além disso, a cadeira de descanso dos técnicos está quebrada desde que chegou. Marta tem decisão judicial do dia 12 que intima a Viva a cumprir com o home care integralmente.
A família do paciente Breno Silveira também reclama. Ele tem home care há 14 anos e, depois da mudança, deixou de receber medicamentos, segundo a mãe dele, Ângela. “Agora mesmo estou com uma funcionária da Interne, que, de férias, está dando plantão pela San Life, prestadora de serviço da Viva, pois os técnicos novos não têm experiência. Como vou deixar meu filho que não fala, traqueostomado, nas mãos de profissionais assim?”, questiona.
O diretor comercial da Viva, Ricardo Almeida, disse que todos os medicamentos e materiais inerentes à internação de pacientes home care estão sendo fornecidos. Quanto aos turnos, afirmou desconhecer a prática das 36h, mas reforçou que eventualmente o profissional pode dobrar de plantão ficando 25h em caso de ausência de um colega. “Importante salientar que nossas escalas estão completas”, frisou por nota. Informou também desconhecer qualquer avaria no mobiliário. “Mantemos visitas frequentes para identificar possíveis”.
Fonte: Jornal do Commercio



