Antibióticos, um grande problema médico

Os antibióticos são uma das mais importantes descobertas médicas. Muitas vidas são salvas graças ao seu uso. A descoberta da penicilina é imputada a um aumento de dez anos na sobrevida humana. Essa era de ouro de antibióticos ocorreu entre as décadas de 1930 e 1960. Desde então, o número de drogas novas deste tipo caiu substancialmente. A maioria dos novos produtos dessa classe de medicamentos trata-se apenas de pequenas modificações de antibióticos antigos. E quais os motivos dessa redução? Vários fatores são responsáveis. Um deles é a dificuldade do descobrimento e a aprovação de um novo medicamento eficaz. Os laboratórios farmacêuticos estão cautelosos nos gastos necessários para que se consiga uma nova droga. No caso dos antibióticos, existe ainda a possibilidade de sua eficácia ser pouco duradoura devido à ocorrência da resistência bacteriana. Ou seja: tem vida útil curta, pouco lucro ou até prejuízo. O problema da resistência foi, inclusive, salientado pelo descobridor da penicilina Alexander Fleming. Ele abordou o tema quando do recebimento do Nobel de Medicina, em 1945. Hoje são muitas as bactérias resistentes à maioria dos antibióticos: micobacterium, tuAntibióticos, um grande problema médico berculosis, neisseria, gonorehoeae, Staphylococus, aureus, pseudomonas e aeroginosa estão entre elas. Médicos e cientistas chamam atenção para o problema há anos, porém, só na última década as autoridades de saúde mundiais resolveram enfrentá-lo. Várias organizações de saúde têm discutido essa problemática frequentemente. Em abril de 1974, a Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou que a resistência bacteriana é a grande ameaça à medicina moderna. Aventou-se, inclusive, que o século 21 pode ser o século do pós-antibióticos. Nesta condição, infecções normalmente pouco graves podem acarretar a morte dos seus portadores. No 1º semestre do ano passado foi realizada pela ONU Assembleia Mundial de Saúde. Na ocasião, foi, então, elaborado um plano de ação global para enfrentar o problema. O governo inglês, no mês seguinte a este encontro, instituiu um prêmio de 10 milhões de libras para quem apresentar a melhor estratégia para se enfrentá-lo. Os Estados Unidos também passaram a se preocupar muito mais. O próprio presidente Obama ordenou ao seu Conselho Nacional de Segurança tratamento prioritário: a criação de um órgão federal, destinado exclusivamente a estudar e propor soluções sobre o tema. Os objetivos desses movimento são vários. Melhorar as medidas preventivas como as condições sanitárias, vacinas e tratamentos alternativos. Pesquisar o muito d que ainda não se sabe sobre os mecanismos de aquisição e transmissão de resistência bacteriana. Diminuir o uso inadequado dessas drogas e em condiçõe que elas não atuem, como, por exemplo, as viroses. Melhorar a capacidade de diagnósticos corretos nas várias entidades d saúde. Além do recrutamento da comunidade científica e a indústria farmacêutica para enfrentamento em conjunto da problemática. Garantir também ao laboratórios farmacêuticos condiçõe de remuneração para descoberta de novas drogas. Pequenos laboratórios já estão investindo mais neste setor. As grandes companhias ainda prometem voltar a atuar mais fortemente n área. Ressalta-se que o mercado deste medicamentos é de cerca de 40 bilhões de dólares anuais. Portanto, é importante ajudar financeira e cientificamente o países mais pobres, para que eles possa melhor atuar no enfretamento do problema, afinal, a resistência bacteriana s adquire e se transmite. Fundamental ainda desenvolver ações para que apenas estas drogas só sejam usadas para tratamento em humanos. Atualmente eles são usados largamente na alimentação de animais para aumentar o seu crescimento e em plantas.

Fonte: Folha de Pernambuco

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